Procura pela emissão de dívida do BCP triplica a oferta. Paga cupão de 4,5%

Apesar do boicote dos grandes fundos de investimento internacional, o BCP está a registar uma elevada procura que permitiu baixar o custo da operação. O cupão ficou nos 4,5%.

O BCP conseguiu levantar 300 milhões de euros em obrigações a dez anos. Apesar do boicote de alguns dos principais fundos de investimento internacional, como a BlackRock, que costumam participar neste tipo de operações de financiamento, o banco liderado por Nuno Amado beneficiou de interesse no mercado. A procura superou em três vezes a oferta, o que está fez baixar o cupão da operação para 4,5%.

Os títulos de dívida subordinada a dez anos, que podem ser reembolsados ao fim de um período de cinco anos por decisão do BCP, receberam muitas intenções de investimento. De acordo com a informação avançada pelos bancos de investimento à agência Reuters, os investidores apresentaram ordens superiores de 900 milhões de euros, ou seja, três vezes mais do que o pretendido pelo BCP.

Neste contexto, a taxa do cupão da emissão caiu. Se no arranque da oferta estava entre 4,75% e 5%, agora encolheu em 25 pontos base. O banco afirma, em comunicado enviado à CMVM, que a taxa de juro é de “4,5%, ao ano, durante os primeiros cinco anos (correspondente a um spread de 4,267% sobre a taxa mid-swap de cinco anos”.

A agência Bloomberg adianta que estes títulos vencem no dia 7 de dezembro de 2027, mas há uma opção de reembolso da parte do banco que pode encurtar a maturidade para 7 de dezembro de 2022.

Esta operação foi ser organizada pelos bancos Goldman Sachs, Millenium BCP, Société Générale e UBS, responsáveis pelo roadshow do banco português junto dos investidores internacionais. Já se sabe, no entanto, que grandes fundos de investimento internacionais, como é o caso da Pimco e da BlackRock, não vão participar na emissão por causa do dinheiro perdido por estes investidores nas obrigações do Novo Banco que passaram para o BES.

A emissão vai ajudar a reforçar o rácio de capital Tier 2.

Segundo os resultados para os primeiros nove meses do ano, o CET1 ficou nos 13,2% (phased-in) e 11,7% (fully implemented) em setembro de 2017, subindo tanto face ao período homólogo como ao primeiro semestre.

(Notícia atualizada às 18h26 com comunicado do BCP)

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