Bitcoin ameaça o ouro? Goldman Sachs diz que não

Os analistas da Goldman Sachs não acreditam que a criptomoeda possa substituir o ouro. E têm três razões. Saiba quais.

Enquanto a bitcoin soma e segue… o ouro perde. A divergência de rumo dos dois ativos tem suscitado a questão de até que ponto a criptomoeda não está a roubar procura ao “metal amarelo”?

Para a Goldman Sachs, a resposta a esta questão é “não”. Numa nota datada de 11 de dezembro citada pela Bloomberg, os analistas do banco de investimento, explicam que apesar de a bitcoin apresenta uma volatilidade muito mais elevada e uma liquidez menor quando comparada com o ouro, o respetivo valor de mercado que ultrapassa a fasquia dos 275 mil milhões de dólares (cerca de 233,5 mil milhões de euros), fica bastante aquém face aos 8,3 biliões de dólares (cerca de sete biliões de euros) de avaliação do metal dourado.

Evolução da bitcoin face ao ouro

“Apesar de a falta de liquidez e a crescente volatilidade poder manter a bitcoin interessante, é improvável convencer os investidores a verem o tipo de diversificação e benefícios de alavancagem que o ouro provou possuir ao longo a sua longa história”, escreveram os analistas da Goldman Sachs.

Esta chamada de atenção acontece depois de os futuros para a bitcoin terem superado os 18 mil dólares de valor na passada segunda-feira, depois de a sua negociação ter arrancado na bolsa CBOE Global markets no domingo. A moeda virtual começou o ano a valer em torno de mil dólares. Já o ouro valorizou menos de 10% desde o início deste ano.

Os analistas da Goldman Sachs enumeram três pontos que distanciam o cenário da substituição do ouro pela bitcoin. Um deles prende-se com o facto do tipo de investidores que atraem serem distintos, outro com o facto de os ETF que apostam no “metal amarelo” não estarem a perder dinheiro. E ainda porque a natureza do tipo de investimento em causa que é muito distinto.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bitcoin ameaça o ouro? Goldman Sachs diz que não

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião