Wall Street fecha com recordes do Dow Jones, Nasdaq e S&P 500

  • Lusa
  • 15 Dezembro 2017

Entusiasmo dos investidores com as perspetivas de a reforma fiscal ser aprovada antes do Natal puxou pelas bolsas. Índices fecharam em recorde.

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com novos recordes dos seus índices mais emblemáticos, graças ao entusiasmo dos investidores com as perspetivas de a reforma fiscal ser aprovada antes do Natal.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average valorizou 0,58% (143,08 pontos), para as 24.651,74 unidades, e o Nasdaq 1,17% (80,06), para os 6.936,58. O S&P500, por seu turno, avançou 0,90% (23,40), para os 2.675,81 pontos.

“Toda esta excitação está ligada às perspetivas de lucros que a reforma fiscal vai trazer, através da subida dos rendimentos das empresas”, comentou Maris Ogg, da Tower Bridge Advisors.

A grande reforma fiscal prometida por Donald Trump aproximou-se de uma adoção definitiva, depois de dois senadores republicanos hesitantes se terem finalmente decidido no sentido do apoio ao texto.

Marco Rubio e Bob Corker tinham ameaçado votar contra, quando a votação se realizar na próxima semana, o que estava a colocar sérias ameaças à viabilidade da proposta.

“Os investidores estão cada vez mais confiantes quanto à entrada em vigor da reforma em 1 de janeiro de 2018”, disse Nancy Tengler, da Heartland Financial USA.

A aposta de Donald Trump, que tinha prometido uma lei que reduzisse massivamente a imposição sobre as empresas antes do Natal, parece estar em vias de concretização.

Com exceção da energia, o conjunto dos setores que compõem o S&P 500 fechou em alta, destacando-se os subíndices da finança, com um ganho de 1,04%, e tecnológico, que valorizou 1,24%.

“Os valores financeiros tinham caído depois dos comentários do banco central norte-americano na quarta-feira, mas recuperaram em força. Quanto aos valores tecnológicos, muitos entendem que já estão em níveis acessíveis”, comentou Ogg.

Assim, Microsoft (2,55%), Intel (3,01%) e Alphabet (1,43%, a casa-mãe da Google) terminaram com fortes avanços, tal como os bancos JPMorgan (1,41%) e Bank of America (1,08%).

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