Marcelo sobre Montepio: “não há problema”, não há comentário

  • Lusa e ECO
  • 21 Dezembro 2017

Relativamente à operação da entrada da Santa Casa no Montepio, Marcelo Rebelo de Sousa defende que o Presidente da República não tem de intervir sobre "uma realidade que não existe".

Depois de Bagão Félix ter revelado preocupação com o silêncio do Presidente da República relativamente à operação de entrada da Santa Casa da Misericórdia no Montepio, Marcelo justificou a falta de comentários com a ausência de qualquer decisão problemática ou estudo sobre a matéria.

“Há problemas que podem merecer eventualmente a intervenção do Presidente, se existirem. Não existindo, o Presidente não tem de intervir sobre uma realidade que não existe”, sublinhou. De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, neste momento, “não há estudo, não há auditoria, não há decisão”, ou seja, “não há problema”.

Esta quinta-feira, o Presidente da República — acompanhado pelo ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, e pelo presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino de Morais — marcou presença no Centro de Apoio Social de Oeiras, do Instituto de Ação Social das Forças Armadas. Durante a visita, Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para adiantar que vai analisar o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) e depois decidirá sobre a sua promulgação e como comunicará essa decisão aos portugueses.

“Não sei ainda, porque são testemunhas do que estive a fazer e tenho depois de receber os chefes militares, logo a seguir ao almoço, o Governo, [e] audiência com o senhor primeiro-ministro. Veremos depois qual é o momento para tomar uma decisão sobre o Orçamento”, comentou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Chefe de Estado disse que ainda não analisou o documento do Governo, aprovado pela Assembleia da República, com os votos contra do PSD e do CDS-PP. “Vou olhar para o Orçamento, mas há sempre duas hipóteses de me dirigir aos portugueses: uma é através de uma mensagem, como fiz nos últimos Orçamentos do Estado, outra é através de uma mensagem escrita no ‘site’ da Presidência da República. Eu escolherei qual das duas”, adiantou.

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