Mais de um terço das portagens sobe. Lisboa-Porto custa mais 45 cêntimos

As portagens vão aumentar no próximo ano. Mais de um terço dos pórticos vão sofrer agravamentos de preço, sendo que a viagem entre a capital e a Invicta vai ficar 45 cêntimos mais cara.

Com o novo ano à porta, há novos preços nos pórticos das autoestradas — além das pontes. Mais de um terço destes vai aumentar de preço, com os veículos de Classe 1 a sofrerem agravamentos, em regra, de cinco cêntimos. Viajar de carro entre Lisboa e o Porto, através da A1, da Brisa, vai ficar 45 cêntimos mais caro, revela a concessionária.

“As atualizações a vigorarem incidem sobre cerca de 37% das taxas de portagem, mantendo-se inalteradas 63%”, refere fonte da Secretaria de Estado das Infraestruturas. “As taxas que sofrerão atualização terão um ajustamento, em regra, de cinco cêntimos nos veículos de Classe 1”, acrescenta. No caso das autoestradas concessionadas pela Brisa, e no caso da Classe 1, “apenas 28 das 93 taxas de portagem serão atualizadas”.

De acordo com os mecanismos de atualização de taxas previstos no respetivo contrato de concessão, as tarifas de portagem irão registar, em 2018, uma atualização de 1,47%. A atualização das taxas de portagem reflete-se em valores múltiplos de cinco cêntimos, daí que, em termos práticos, atualizações não sejam homogéneas.

Assim, nas concessões urbanas, apenas a CREL (a A9), em Lisboa, e a A4, entre Porto e Amarante, vão sofrer aumentos, de cinco cêntimos em ambos os casos, refere a empresa em comunicado. Mas, por exemplo, a A5, entre Lisboa e Cascais, não vai ser alvo de qualquer atualização, já que o resultado da aplicação da subida de 1,47% não supera os 2,5 cêntimos, impedindo a subida no múltiplo de cinco cêntimos.

Já nos percursos mais longos, a fatura na portagens será maior. A viagem pela A1 entre Lisboa e Porto ficará mais cara em 45 cêntimos, no caso dos veículos de Classe 1. Vai passar a custar 22,05 euros (contra os 21,60 euros atuais). Ou seja, fazer a viagem de carro da capital até à Invicta e voltar implicará uma despesa de 44,10 euros aos portugueses.

O mesmo vai acontecer na A2, entre Lisboa e o Algarve, onde o custo das portagens vai subir 25 cêntimos, passando a custar 20,70 euros em cada sentido (contra os 20,45 euros atuais). A A6, da Marateca a Caia, também fica mais cara em 25 cêntimos, já a A3, que vai de Porto a Valença, sobe 20 cêntimos.

No caso da Infraestruturas de Portugal, a empresa pública revela, em comunicado citado pela Lusa, que vai aumentar, a partir de segunda-feira, os preços praticados nas portagens em 161 troços de autoestrada, abrangendo o equivalente a 32% da rede, com acréscimos entre cinco a dez cêntimos. “A variação é maioritariamente de cinco cêntimos e em apenas 12 tarifas esta variação atinge os dez cêntimos”, precisa a Infraestruturas de Portugal.

De fora ficam 340 troços de autoestrada, ou seja, 68% do total, cujos preços nas portagens não têm aumentos no próximo ano. A título de exemplo, a Infraestruturas de Portugal assinala que “os preços das taxas de portagem da A21 (Ericeira-Venda do Pinheiro) não irão sofrer qualquer alteração em 2018”.

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