Presidente da ERSE: Temos de “investir na literacia energética dos consumidores”

  • ECO
  • 29 Dezembro 2017

A presidente do regulador considera que este setor é complexo, o que impede os consumidores de perceberem as várias alterações nos tarifários. É, por isso, preciso apostar na literacia energética.

A presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) afirma que o “elevado grau de tecnicidade do setor energético” impede os consumidores de perceberem as várias alterações nos tarifários. Um desafio que tem de ser superado com um “investimento na literacia energética dos consumidores, na sua informação e capacitação para fazer escolhas”. Isto depois de a EDP Comercial ter dito que vai aumentar os preços médios em 2,5% no próximo ano, uma subida que não vai ser acompanhada por todos os fornecedores.

Numa artigo de opinião publicado no Jornal Económico, Maria Cristina Portugal diz que, “num setor complexo, é crucial a informação dos consumidores, quer sobre a forma como a energia chega a suas casas, quer sobre as condições de mercado: preços, serviços, direitos, mas também agentes, ofertas e a crescente possibilidade de intervirem diretamente como produtores”.

"Num setor complexo, é crucial a informação dos consumidores, quer sobre a forma como a energia chega a suas casas, quer sobre as condições de mercado: preços, serviços, direitos, mas também agentes, ofertas e a crescente possibilidade de intervirem diretamente como produtores.”

Presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos

Maria Cristina Portugal

Neste sentido, a presidente da ERSE, o regulador do setor energético, considera que há um desafio: “investir na literacia energética dos consumidores, na sua informação e capacitação para fazer escolhas”. Isto para compensar o “elevado grau de tecnicidade do setor energético” que impede os “consumidores de percecionarem a energia como o resultado de um processo de produção, com uma cadeia de valor associada, que é hoje colocado em mercado e onde as escolhas devem ser feitas de forma consciente e eficiente”.

Foi na quinta-feira que a EDP Comercial surpreendeu ao anunciar que vai rever em alta as tarifas de energia para o próximo ano. Os preços cobrados aos clientes do mercado liberalizado vão agravar-se em 2,5% — enquanto os do mercado regulado veem a fatura baixar. Um aumento que não será seguido por todos os fornecedores. A Iberdrola vai descer os preços médios entre 2,3% e 2,4%. A Galp e Endesa ainda não decidiram.

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