PSD defende verbas iguais para regiões ultraperiféricas no pós-2020

  • Lusa
  • 3 Janeiro 2018

Sofia Ribeiro defende que o novo quadro financeiro no pós-2020 deve ser construído “sem prejuízo da manutenção dos pagamentos direitos aos agricultores” e “sem qualquer cofinanciamento dos Estados".

A eurodeputada Sofia Ribeiro (PSD) apresentou uma proposta no Parlamento Europeu (PE) a defender a necessidade de se manter no quadro pós-2020 pelo menos o mesmo envelope para o POSEI-Agricultura, programa específico de que beneficiam os Açores.

“A minha posição claramente assumida no documento apresentado no PE, e que está agora em discussão, é de rejeição de que possa haver qualquer redução do orçamento para a Agricultura”, declarou esta quarta-feira à agência Lusa a eurodeputada açoriana, que recorda que o Brexit pode condicionar as finanças da União Europeia (UE).

O POSEI – Programa de Opções Específicas para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões Ultraperiféricas contempla dois regimes: um destinado ao abastecimento daquelas regiões em produtos para o consumo direto, alimentação animal, para a indústria de transformação; e outro que estabelece medidas a favor das produções agrícolas locais.

Para Sofia Ribeiro, a saída do Reino Unido da UE vai constituir um “grande desafio”, uma vez que irá provocar uma redução de verbas para a agricultura de dez mil milhões de euros anuais, devendo os Estados-membros compensar este montante por vias que não contemplem um aumento de impostos. A parlamentar europeia do PSD, que vai ser a relatora da comissão de Agricultura do relatório de uso sustentável de pesticidas, adiantou a necessidade de salvaguardar o POSEI-Agricultura, uma vez que o POSEI-Pescas perdeu a sua autonomia e passou a integrar o Fundo Europeu dos Assuntos do Mar e das Pescas (FEAMP), garantia já dada pelo comissário Phil Hogan.

Além da manutenção de pelo menos do mesmo pacote financeiro para o setor agrícola, Sofia Ribeiro defende que o novo quadro financeiro no pós-2020 deve ser construído “sem prejuízo da manutenção dos pagamentos direitos aos agricultores” e “sem qualquer cofinanciamento por parte dos Estados-membros”. “Não se pode admitir, de forma alguma, é que os apoios europeus sejam dependentes, à ‘priori’, de um cofinanciamento por parte dos Estados-membros, o que conduziria a uma grande diferenciação entre os países com maior e menos poder económico no desenvolvimento agrícola”, declarou a eurodeputada.

Não se pode admitir, de forma alguma, é que os apoios europeus sejam dependentes, à ‘priori’, de um cofinanciamento por parte dos Estados-membros, o que conduziria a uma grande diferenciação entre os países com maior e menos poder económico no desenvolvimento agrícola.

Sofia Ribeiro

Eurodeputada do PSD

A eurodeputada, responsável pelo PE nas negociações do próximo quadro financeiro plurianual da UE, refere que já apresentou as suas linhas mestras e recolheu propostas de alteração dos eurodeputados (134), um número que considerou “manifestamente diminuto nas discussões de um projeto”, o que “indicia um largo consenso” nesta matéria.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PSD defende verbas iguais para regiões ultraperiféricas no pós-2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião