“Eu digo para mim próprio: estás obrigado a ganhar a António Costa”, afirma Santana Lopes

  • ECO
  • 6 Janeiro 2018

Santana Lopes quer ganhar o PSD e depois António Costa nas legislativas. Quanto a Rui Rio, adversário na corrida ao PSD, diz que "tem uma visão muito paroquial".

Santana Lopes quer chegar à liderança do PSD e sente-se obrigado a ganhar depois a António Costa. Mas garante que não tenciona fazer acordos com o PS. O sonho de uma candidatura presidencial não está posto de parte, mas talvez só “aos 80” anos. Até lá, o candidato ao PSD acredita que vai ser Primeiro-Ministro.

Em entrevista ao Expresso, já depois do debate que o opôs a Rui Rio, Santana Lopes afirma que, se for eleito, vai “trabalhar para seguir mesmo um caminho novo”. Não sabe se contará com Passos Coelho se chegar a líder e também não diz se sai de cena caso consiga esta vitória mas perca depois as legislativas. Mas nota que se sente obrigado a ganhar a Costa caso chegue a presidente do PSD.

“Eu digo para mim próprio: estás obrigado a ganhar a António Costa. E acho que vamos voltar a encher a Alameda. Acredito! Acho que o projeto que vou liderar vai entusiasmar o partido e vai mobilizar o centro-direita e o centro-esquerda. Portanto, inclui Rui Rio. Estou absolutamente convencido disso. Porquê? Porque as causas são novas. E é a vontade política de as levar por diante que conta”, afirma na entrevista publicada este sábado no Expresso [acesso pago].

Questionado sobre quem ganhou o debate, Santana Lopes deixou a avaliação para outros: “Não gosto de falar sobre isso. Os outros que avaliem”. Entende que Rio tem “uma visão limitada do conhecimento do país do mundo”, no sentido em que “é menos ousado” e “menos aberto” a “projetos ambiciosos”.

Para Santana, Rio “tem uma visão muito paroquial”, com “uma maneira de pensar muito resignada sobre Portugal” no que toca ao Estado e às empresas. “É uma resignação perante o fado português ou a inevitabilidade de não podermos ser pelo menos iguais à média europeia”, critica. Algo que “choca” Santana Lopes. “Só o défice zero traduz uma maneira de estar na vida. A obsessão com a expressão zero”, atira.

Se ganhar o PSD, Santana avisa que não faz “tenções de fazer acordos com o PS”. “O PS gosta de governar com o PCP e o BE. Acho extraordinário como é que o PCP e o BE apoiam um Governo que respeita integralmente os compromissos com Bruxelas”, afirma, para depois aludir ao que António Costa disse antes das legislativas relativamente aos “compromissos de Passos Coelho com Bruxelas” e ao “exagero no respeito escrupuloso com as metas do défice”. “Estou desejando travar um debate com António Costa”, conclui.

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