Macron defende que a UE deve fechar os setores estratégicos a investimento estrangeiro

  • Lusa
  • 9 Janeiro 2018

O presidente francês falava em Pequim quando defendeu que a União Europeia deveria manter os setores estratégicos sem intervenção estrangeira, incluindo chinesa.

O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu esta terça-feira perante o seu homólogo chinês, Xi Jinping, a ideia de definir os setores económicos da União Europeia que são estratégicos e fechá-los ao investimento estrangeiro, designadamente chinês.

Macron voltou, por outro lado, a manifestar o interesse de França em reequilibrar a relação comercial com a China. Foi celebrado, em Pequim, um acordo na área da energia nuclear e outro para o levantamento do embargo chinês sobre a carne de vaca. No plano cultural, Macron e Jinping acordaram a abertura de um Centro Pompidou em Xangai.

O Presidente francês está em visita oficial à China, a primeira desde que iniciou funções, e reuniu-se com Xi Jinping, com uma agenda centrada nas relações bilaterais e numa aproximação entre a Europa e o gigante asiático.

Em declarações à imprensa após o encontro, sem perguntas dos jornalistas, Macron salientou a importância de a União Europeia ter um objetivo comum na sua política em relação à China, que dentro de poucos anos será a primeira potência económica mundial. O presidente francês defendeu, contudo, que a União deve definir quais os setores económicos que são estratégicos para a sua soberania e fechá-los ao investimento estrangeiro.

Macron assegurou que não se trata de uma medida contra a China, mas pela soberania europeia, comparável à forma como a China limita o investimento estrangeiro em vários setores da sua economia.

No último ano registaram-se divergências entre países europeus, especialmente a Alemanha, e as autoridades da UE em relação à China, devido ao bloqueio de projetos de compra de empresas europeias por empresas chinesas por se tratar de setores estratégicos. Problemas semelhantes ocorreram noutros países, como na Austrália ou os Estados Unidos. O exemplo mais recente é da semana passada, com a negativa de Washington à compra da MoneyGram pela Ant Financial, do grupo Alibaba.

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