Mais de um quinto das farmácias portuguesas está em crise

  • Ana Batalha Oliveira
  • 10 Janeiro 2018

"Os farmacêuticos e as suas equipas vão continuar a lutar para continuar a oferecer às populações mais isoladas acesso aos cuidados de saúde", garante o presidente da Associação Nacional de Farmácias.

As farmácias portuguesas não começaram 2018 com o pé direito. A Associação Nacional de Farmácias assinala que 21,4% entrou no novo ano acompanhada de processos de insolvência e penhora e “sem garantias de sobrevivência.”

A economia portuguesa tem dado passos em frente, mas as farmácias continuam a viver num clima de crise e austeridade“, afirmou Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), numa nota à imprensa.

Os farmacêuticos e as suas equipas vão continuar a lutar para continuar a oferecer às populações mais isoladas acesso aos cuidados de saúde.

Paulo Cleto Duarte

Presidente Associação Nacional de Farmácias

São 630 farmácias, ou seja 21,4% das 2.943 que se estendem de norte a sul do país, que se encontram numa situação económica difícil, de acordo com o barómetro MOPE, do Centro de Estudos de Avaliação em Saúde (CEFAR).

Isto significa que os cidadãos poderão ter o acesso a medicação dificultado num futuro próximo? De acordo com o presidente da ANF, não será esse o caso. “Apesar das dificuldades, os farmacêuticos e as suas equipas vão continuar a lutar para continuar a oferecer às populações mais isoladas acesso aos cuidados de saúde“, garante Paulo Cleto Duarte.

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