Caldeira Cabral acompanha “com preocupação” situação na Autoeuropa

  • Lusa
  • 16 Janeiro 2018

Manuel Caldeira Cabral espera que ainda possam ser alcançados acordos entre a administração e os trabalhadores da Autoeuropa.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou esta terça-feira que está a acompanhar “com preocupação” a situação na fábrica da Autoeuropa e adiantou que vai continuar a trabalhar “no sentido de promover” um acordo entre as partes.

“Acompanhamos [a situação na Autoeuropa] em articulação com o Governo, com o Ministério do Trabalho e com vários outros ministérios. Acompanhamos com preocupação“, afirmou o governante, em resposta a uma questão do PSD sobre o que é que está a ser feito perante o impasse que se vive na fábrica de Palmela, durante a sua audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Caldeira Cabral disse ainda que “o problema é mais complexo”, mas que “há um potencial e há uma plataforma em que esses acordos podem ser encontrados”.

Gostaria de saber qual a sugestão do PSD” sobre este tema, acrescentou o governante, que sublinhou: “O nosso trabalho tem sido no sentido de promover esse diálogo, de promover esse encontro de posições e é nesse sentido que vamos continuar a trabalhar. Não é politizando o caso e não é também lançando dúvidas ou tornando isto um caso inédito”.

Depois da rejeição pelos trabalhadores de dois pré-acordos sobre os novos horários negociados previamente com os representantes da Comissão de Trabalhadores (CT), a administração da Autoeuropa anunciou a imposição de um novo horário transitório, para vigorar no primeiro semestre de 2018, e a intenção de dialogar com a Comissão de Trabalhadores no que respeita ao horário de laboração contínua, que deverá ser implementado em agosto, depois do período de férias.

O novo horário transitório, que entra em vigor nos últimos dias deste mês, com 17 turnos semanais, prevê o pagamento dos sábados a 100%, equivalente ao pagamento como trabalho extraordinário, acrescidos de mais 25%, caso sejam cumpridos os objetivos de produção trimestrais.

Os trabalhadores da Autoeuropa, unidade da construtora automóvel Volkswagen em Palmela, aprovaram em dezembro uma proposta para uma greve de dois dias, em 2 e 3 fevereiro. A CT e a administração têm novas reuniões sobre os novos horários marcadas para esta semana.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Caldeira Cabral acompanha “com preocupação” situação na Autoeuropa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião