Metro de Lisboa quer aumentar velocidade para ter mais oferta

  • ECO
  • 16 Janeiro 2018

Empresa está a estudar a possibilidade de aumentar a velocidade máxima de circulação para 60 Km/hora, para responder ao aumento de procura resultante dos maiores fluxos de turistas.

O Metro de Lisboa está a estudar a possibilidade de aumentar a velocidade máxima de circulação para 60 Km/hora para “aumentar a regularidade por via da redução do risco de atrasos na operação”, justifica a empresa no seu plano de atividades para 2018.

De acordo com o Jornal de Negócios, esta opção, que é um regresso ao passado, após a decisão de 2012 de reduzir a velocidade de circulação para conter custos, visa responder ao aumento de procura resultante dos maiores fluxos de turistas que existem agora durante todo o ano em Lisboa. O Metro de Lisboa pretende assim assegurar “uma maior regularidade de serviço”, e prevê aumentar a oferta este ano em termos de lugares por quilómetro em 13,5%.

As estimativas da empresa apontam para 153,2 milhões de passageiros transportados, em 2017, um valor que deverá aumentar para 158,5 milhões em 2018 e para 163,1 milhões em 2019.

Este aumento de procura levou mesmo a empresa a avançar com um pedido de exceção à Secretaria de Estado do Tesouro para não cumprir os princípios financeiros impostos pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças para 2018. Em causa está não só a contratação de mais funcionários — em setembro já teve autorização para reforçar o quadro com 78 efetivos –, que vão incrementar os gastos com pessoal em 9,9%, face a 2017, mas também os custos inerentes ao prolongamento da ligação do Rato ao Cais do Sodré, mas também recuperação de carruagens e escadas rolantes.

O orçamento da empresa estima uma subida de 13,3% das receitas totais, para mais de 107 milhões de euros, dos quais 104,8 milhões de proveitos de títulos de transporte. Em 2016 essas receitas ficaram abaixo dos 93 milhões e em 2017 dos 100 milhões. Para aumentar as receitas a empresa prevê também vender património imobiliário não operacional, nomeadamente 36 apartamentos que detém em Sintra e Odivelas, cujo valor global de venda foi orçamentado em 300 mil euros.

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