Moody’s mostra-se tranquila com a geringonça

  • ECO
  • 18 Janeiro 2018

É a única agência de rating que classifica as obrigações da República como lixo, mas isso deve mudar para melhor nos próximos meses. Moody's avalia Portugal a 20 de abril.

A única agência de rating que classifica a dívida nacional como lixo já não se mostra preocupada com os próximos meses. De acordo com a vice-presidente da Moody’s Sarah Carlson, “o risco político interno é muito baixo”, noticia esta quinta-feira o Diário de Notícias.

A Moody’s ainda classifica as obrigações da República como lixo mas isso pode vir a mudar nos próximos meses, escreve o diário, recordando que a agência avalia Portugal a 20 de abril. No outlook relativo à zona euro em 2018, a Moody’s faz um retrato positivo da situação portuguesa e da gestão política e orçamental, revelando estar tranquila com o caminho que deve ser seguido este ano.

Ainda assim, a agência enuncia alguns fatores de tensão que podem vir a complicar o cenário, temendo, por exemplo, que a lenta recuperação dos rendimentos disponíveis reais ou o desemprego muito alto possam dar maior “tração” aos chamados “movimentos políticos anticonsenso”, pondo em causa a continuação das atuais políticas pró-consenso, que respeitam os limites do Pacto de Estabilidade. Sarah Carlson , a analista principal que assina o outlook e uma das vice-presidentes da Moody’s mostra-se tranquila e parece confiar na geringonça. “Avaliamos o risco político interno de Portugal como sendo muito baixo”, refere, em declarações ao DN/Dinheiro Vivo.

A esquerda continua a pedir mais reversões nas medidas de austeridade implementadas com a ‘troika’ mas Sarah Carlson responde: “Antecipamos que o Governo português continue a equilibrar o desejo de implementar uma política orçamental que reduz o peso da dívida pública, apesar da necessidade política de manter um apoio amplo das suas alianças parlamentares.”

Portugal consta do grupo de risco mínimo que abrange 16 países do euro. “As duas exceções são Grécia (risco político elevado) e Espanha (risco moderado+), indicou fonte oficial da Moody’s ao jornal. Esta avaliação foi feita em dezembro de 2017.

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