Fitch: Crescimento da economia portuguesa pode acelerar subida de ratings da banca

  • Rita Atalaia
  • 8 Janeiro 2018

A agência de notação está confiante de que o rating dos bancos vai continuar a melhorar ao longo deste ano. E graças à recuperação da economia portuguesa. Mas deixa alertas.

Os ratings dos bancos portugueses vão continuar a melhorar ao longo deste ano. A conclusão é da Fitch. A agência de notação afirma que as instituições financeiras vão assistir a uma melhoria da notação graças à recuperação da economia portuguesa. Apesar de estar confiante, a Fitch alerta que os bancos ainda têm trabalho de casa para fazer: é preciso diminuir o peso do crédito malparado, que equivale a 25% do PIB, e resolver a baixa rentabilidade.

“A diminuição do desemprego e a recuperação modesta, mas estável, do mercado imobiliário devem beneficiar os bancos através da redução dos NPL [crédito malparado]”, refere a agência de notação numa nota citada pela Reuters. “Prevemos que o PIB tenha crescido 2,6% em 2017 e, embora [o crescimento] vá abrandar entre 2018 e 2019, a economia vai continuar a crescer”, acrescenta a Fitch.

"A diminuição do desemprego e a recuperação modesta mas estável do mercado imobiliário devem beneficiar os bancos através da redução dos NPL [crédito malparado].”

Fitch

No mês passado, relembra a agência, vários bancos portugueses assistiram a uma melhoria do rating depois de uma subida da notação de Portugal. Após a decisão de setembro da Standard & Poor’s, também a Fitch decidiu em dezembro melhorar o rating da República portuguesa para o nível de investimento. A dívida pública portuguesa conta agora com a avaliação positiva de três agências de notação financeira: a DBRS, a S&P e a Fitch.

“Os fundamentais de crédito dos bancos melhoraram significativamente em 2017. Angariaram cerca de cinco mil milhões de capital e usaram os proveitos para aumentar a cobertura de ativos problemáticos e fortalecer os rácios de capital”, refere a agência.

Mas a Fitch deixa alertas: é preciso diminuir o peso do malparado. “O rating que avalia a viabilidade dos bancos continua abaixo de nível de investimento devido à fraca qualidade dos ativos e rentabilidade”, nota. Para a agência, o malparado está “a diminuir, mas ainda representa cerca de um quarto do PIB de Portugal e continua a penalizar a rentabilidade”.

(Notícia atualizada às 10h47)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fitch: Crescimento da economia portuguesa pode acelerar subida de ratings da banca

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião