Reduz-se o IVA, disparam salários e empregos na restauração

  • ECO
  • 8 Janeiro 2018

O setor já está a crescer ao dobro do ritmo do resto da economia, tanto nos salários, como nos empregos. Para o Estado, a redução fiscal significou arrecadar menos 159 milhões de euros.

Nos restaurantes e cafés, pode-se brindar às subidas nos salários e empregos, que já crescem o dobro do resto da economia. Quem o diz é um grupo de trabalho do Governo e a AHRESP, a principal associação do setor.

O atual Governo ditou um corte do imposto da restauração de 23% para 13% e os resultados são bastantes positivos para os estabelecimentos. No primeiro semestre, foram contratados 19.573 profissionais — mais 9,4% do que no ano anterior. Esta percentagem compara aos 4,7% da restante economia, que se fica assim por metade da aceleração, nota a TSF.

Mas não são só mais funcionários. Os salários na restauração subiram 4% no espaço de um ano, quando os restantes setores de atividade registaram uma subida de apenas 1,7%. Apesar das melhorias, os ordenados destes trabalhadores continuam significativamente abaixo da média nacional, com um valor inferior em 31%.

Do lado do Executivo, contudo, contam-se perdas. Com a redução fiscal, o Estado arrecadou menos 159 milhões de euros em contribuições do setor da restauração, uma quebra de 47,9%. A contrabalançar, embora não haja um equilíbrio, os custos com os desempregados desceram 10,2%, o que se traduz numa poupança de quatro milhões de euros. As contribuições para a segurança social da parte dos trabalhadores também subiram 28,5 milhões de euros.

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