Calendário dos ratings. Estas são as datas que tem de estar atento

As principais agências já anunciaram quando vão rever o rating de Portugal em 2018. Todas as decisões são importantes mas todos os caminhos vão dar à Moody's, a única que mantém a República no "lixo".

É uma espécie de almanaque Borda d’Água para os investidores interessados no mercado de dívida nacional. Já todas as principais agências de rating anunciaram quando vão voltar a rever a notação da República portuguesa em 2018. Depois de um ano positivo com as decisões favoráveis da Standard & Poor’s e Fitch de tirar Portugal de “lixo”, todos os caminhos no novo ano vão dar à Moody’s, a mais maldisposta das agências que ainda mantém dúvidas em relação à qualidade da dívida nacional.

Portugal começa uma nova ronda de avaliações logo no dia 16 de março. Nessa sexta-feira, a Standard & Poor’s avalia a notação de “BBB-“, ela que foi a primeira das Big Three a colocar a dívida nacional com estatuto de qualidade (foi em setembro do ano passado). Mas não se esperam grandes novidades tendo em conta que as perspetivas desta agência são estáveis.

Cerca de um mês depois, o dia mais decisivo do ano para o perfil de crédito nacional — e para os cofres dos contribuintes. É no dia 20 de abril que a Moody’s atualiza o rating português. Só falta a avaliação positiva desta agência para Portugal ter o pleno de notações de qualidade da dívida que permite ficar no radar dos principais índices obrigacionistas do mundo. Atualmente, a Moody’s atribui à República um rating “Ba3”, considera as obrigações do Tesouro nacionais como investimento especulativo, mas as perspetivas são positivas. Volta a avaliar Portugal a 12 de outubro, poucos dias antes de o Governo apresentar o Orçamento do Estado para 2019.

De resto, a Moody’s “copiou” o calendário da DBRS, que tem previsto anunciar decisões também a 20 de abril e a 12 de outubro. O outlook do rating “BBB” é estável, o que deixa antever que os canadianos vão deixar tudo na mesma dentro de quatro meses.

A Fitch é a última das agências a colocar o país em exame. Tem agendadas revisões a 1 de junho e a 30 de novembro. Mas depois de ter subido o rating em dois níveis há menos de um mês, sendo a agência que melhor avalia Portugal junto dos mercados, também não deverão surgir grandes novidades.

Os ratings atribuídos pelas agências são importantes para um país na medida em que permitem aos investidores saber a qualidade das dívidas dos vários governos. Estas notações comportam um nível de risco, aferindo a capacidade de um soberano ou empresa de cumprir as suas responsabilidades financeiras. Quanto melhor o rating, maior será a capacidade financeira do emitente e, por conseguinte, menor será a taxa de juro exigida pelos investidores.

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