ADSE diz que novas tabelas implicam corte de 6% na faturação, privados falam em 10%

  • ECO
  • 19 Janeiro 2018

ADSE diz que as novas tabelas evitam que o sistema venha a gerar um saldo de tesouraria negativo em 2018. Privados dizem que não podem aceitar uma redução de 10% na faturação.  

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) diz que as novas tabelas de preços da ADSE vão significar um rombo na faturação de 10%, escreve o Público [acesso condicionado]. Já a direção do instituto responsável pela gestão da ADSE fala numa descida de 6% face à faturação apresentada pelas entidades convencionadas em 2017.

Esta quinta-feira houve uma reunião entre o presidente da APHP, Óscar Gaspar, e o responsável da ADSE, Carlos Liberato Baptista, e foi nesse encontro que a associação ficou finalmente a conhecer as novas tabelas a aplicar a partir de março.

“Confirma-se o pior cenário. A nova tabela representa uma redução na ordem de 10% daquilo que é a faturação dos privados à ADSE”, afirmou Óscar Gaspar no final do encontro, notando que os hospitais privados não trabalham com margens de 10% e, por isso, não podem aceitar uma redução dessa ordem de grandeza.

Por outro lado, numa nota enviada ao Público, o presidente da ADSE assume outro número: “O presidente da APHP terminou a reunião informando que a APHP manifestava uma posição contrária a alterações na tabela da ADSE que se traduzissem em reduções relevantes da faturação, ao que o conselho diretivo informou que a redução prevista na tabela do regime convencionado representava apenas cerca de 6% do valor da faturação apresentada em 2017”.

A APHP vai analisar a tabela ao pormenor, mas alerta: “Não podemos trabalhar abaixo do preço de custo. Os hospitais não têm como ambição ter mais pessoas, mas tratar bem as pessoas. Se no limite tivermos de abdicar de uma fatia do mercado…” Vão então os privados deixar de trabalhar com a ADSE? Óscar Gaspar frisa que agora é tempo de alertar para as consequências das medidas.

Já ontem, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) pediu aos profissionais que ponderem acabar com o acordo com a ADSE caso se mantenha a proposta das novas tabelas, que o bastonário considera “absolutamente incompatíveis com tratamentos de qualidade”.

Do lado da ADSE, Liberato Baptista fala de sustentabilidade financeira. E alerta também para a urgência da aplicação das novas tabelas para evitar que o sistema venha a gerar um saldo de tesouraria negativo em 2018.

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