ADSE quer cortar nos pagamentos a privados

  • ECO
  • 11 Janeiro 2018

A ADSE quer poupar 29,7 milhões anualmente. Poupanças nas próteses intraoperatórias recairão sobre os privados.

A ADSE surge com novas tabelas, que garante reduzirem custos tanto para os beneficiários como para o próprio subsistema de saúde. Poupanças nas próteses intraoperatórias recairão sobre os privados. A ADSE pede o parecer urgente do Conselho de Supervisão, relembrando que os atrasos pesarão no orçamento.

A ADSE quer poupar 29,7 milhões anualmente. Pretende consegui-lo limitando a quantia entregue aos privados pelas lentes intraoculares, fixando o preço dos procedimentos cirúrgicos e com uma renovada gestão dos transportes e medicamentos. Estas alterações deverão aliviar os beneficiários em 12,6 milhões de euros.

Se o Conselho Geral e de Supervisão der parecer favorável eu publico a tabela nos próximos 15 dias“, diz Carlos Liberato Batista, diretor-geral da ADSE, ao Jornal de Negócios (acesso pago). Os representantes dos beneficiários já demonstraram o receio de que as novas tabelas acabem por beneficiar os privados, mas Carlos Batista nega: “Em nenhum caso há aumentos de encargos para os beneficiários, nem para a ADSE“.

As novas tabelas já deveriam estar em vigor desde o primeiro dia de janeiro. Agora, só será possível a partir de março, o prazo mais otimista. “O atraso na sua implementação representa custos significativos para a ADSE e para os seus beneficiários“, relembra a direção do subsistema de saúde ao Conselho Geral de Supervisão, a quem pede um parecer urgente para a reunião desta quinta-feira. Fala em encargos de 3,5 milhões por cada mês sem a atualização.

 

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