Afinal, apoio à creche para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa é uma exceção? Governo diz que não

O Ministério da Segurança Social diz que a opção está em cima da mesa, mas este "não é um apoio a conceder exclusivamente aos trabalhadores da Autoeuropa".

A Segurança Social poderá vir a pagar a creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa. Contudo, o Governo rejeita que este seja um apoio “exclusivo”. O Ministério liderado por Vieira da Silva enviou um esclarecimento às redações onde explica que este apoio pode ser dado às creches com acordo com a Segurança Social se os pais atestarem a sua necessidade.

O Ministério da Segurança Social explica que o apoio de “complemento de horário em creche” está previsto nos acordos entre as IPSS e a Segurança Social. O gabinete de Vieira da Silva refere que, regra geral, esse apoio é dado a IPSS que funcionam perto de empresas ou instituições onde existe trabalho por turnos. É isso que deverá acontecer na Autoeuropa, após a reunião desta quarta-feira entre os serviços da Segurança Social e os recursos humanos da empresa.

Este apoio, pago à IPSS, pode ser concedido quando numa creche com acordo de cooperação com a Segurança Social os pais das crianças atestem necessidades de horários alargados ou horário de funcionamento ‘distinto’ de modo a que a creche assegure um horário ajustado às necessidades parentais”, explica o Governo no mesmo esclarecimento.

Dado que pode ser solicitado pelos pais e IPSS, o Executivo rejeita a ideia de que este é um apoio de exceção dado à empresa de automóveis. “Não é um apoio a conceder exclusivamente aos trabalhadores (as) da Autoeuropa“, defende o gabinete de Vieira da Silva, assinalado que, além disso, esta solução “ainda está a ser avaliada”. Esta terça-feira de tarde, fonte governamental tinha dito à Lusa que a Segurança Social já identificou as vagas em IPSS onde os trabalhadores da Autoeuropa poderão deixar os filhos nos sábados de trabalho.

O Ministério conta que foi a comissão de trabalhadores da Autoeuropa que pediu a intervenção do Executivo de forma a encontrar uma solução para as famílias cujos trabalhadores estão a trabalhar por turnos ou ao sábado devido aos novos horários. O apoio é “uma das possibilidades a considerar caso se verifique a disponibilidade por parte de instituições sociais que desenvolvam a resposta social creche com acordo de cooperação com a Segurança Social”.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Afinal, apoio à creche para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa é uma exceção? Governo diz que não

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião