Economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017, diz o ISEG

  • Lusa
  • 26 Janeiro 2018

"No quarto trimestre a informação disponível aponta menos crescimento da procura interna, mas também para um contributo menos negativo da procura externa líquida", dizem os economistas.

A economia portuguesa deve ter crescido 2,7% no conjunto do ano passado, terminando o ano com uma ligeira aceleração no quarto trimestre face aos três meses anteriores, antecipa o Grupo de Análise Económica do ISEG.

Na síntese de conjuntura de janeiro, os economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido ligeiramente acima da projeção de 2,6% do Governo, embora o primeiro-ministro tenha admitido, em Davos (Suíça), que a economia subiu acima desta “previsão otimista”.

O Grupo de Análise Económica estima que a economia tenha acelerado no quarto trimestre, ao crescer 0,8% face ao trimestre anterior, depois de no terceiro trimestre a economia ter progredido 0,5% em cadeia.

No entanto, os economistas do ISEG afirmam que “não há uma indicação de uma recuperação do crescimento no último trimestre” do ano em termos homólogos, depois da desaceleração do crescimento do PIB de 3% no segundo trimestre para 2,5% no terceiro trimestre. “Mas também não se estima que o crescimento homólogo do PIB tenha desacelerado mais”, afirmam, prevendo assim que a economia tenha mantido o crescimento de 2,5% no quarto trimestre de 2017 face ao mesmo trimestre de 2016.

O ISEG recorda que a desaceleração do crescimento do PIB entre julho e setembro deveu-se sobretudo “ao contributo razoavelmente negativo da procura externa líquida (-0,9) num trimestre em que o crescimento da procura interna acelerou bastante (3,4%)”.

No quarto trimestre a informação parcial disponível aponta menos crescimento da procura interna, mas também para um contributo menos negativo da procura externa líquida (sobretudo devido a um crescimento homólogo da exportação de bens e serviços superior ao verificado no terceiro trimestre). Assim, afigura-se provável que a conjunção destes dois movimentos mantenha o crescimento global ao mesmo nível do trimestre anterior”, justifica-se na síntese de conjuntura.

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