Bancos já reagiram às novas regras do crédito: BdP está a ser preventivo

A APB salienta o "caráter mais preventivo" das novas medidas, enquanto o CEO do Totta classifica como "positivas" a recomendação do regulador.

Os bancos estão a reagir com tranquilidade às novas regras para o crédito que o Banco de Portugal pretende aplicar a partir do segundo semestre. Depois de o presidente executivo do Santander Totta, Vieira Monteiro, ter classificado como “positivas” as recomendações do regulador, a APB salienta o “caráter mais preventivo” das novas medidas.

Em causa está a recomendação do regulador para os bancos, que pretende estabelecer limites máximos para os rácios entre o crédito e a avaliação do imóvel, exigidos no novo crédito à habitação, mas também a limitação no que respeita à taxa de esforço das famílias nos diferentes tipos de crédito, e da maturidade dos financiamentos.

“Entendemos que a recomendação do Banco de Portugal é feita com um caráter mais preventivo e não pela probabilidade de materialização iminente dos riscos que a mesma pretende acautelar”, explicou a Associação Portuguesa de Bancos (APB), em declarações ao ECO.

Neste âmbito, a entidade liderada por Faria de Oliveira diz que, relativamente a esta iniciativa, que se enquadra no âmbito do mandato do Banco de Portugal enquanto autoridade macroprudencial de supervisão, “a APB teve, em devido tempo, oportunidade de se pronunciar”.

Já Vieira Monteiro, à margem da apresentação de resultados do Santander Totta, ao início da tarde desta quinta-feira, afirmou que os novos limites na concessão de crédito são “positivos”. Para o presidente executivo do Totta, esta recomendação mostra que as autoridades estão a acompanhar a evolução do crédito. “As novas regras são positivas porque mostram que as autoridades estão atentas”, disse.

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