Totta: Novas regras do BdP para o crédito são “positivas”

  • Rita Atalaia
  • 1 Fevereiro 2018

O presidente do Santander Totta afirma que os novos limites impostos pelo BdP na concessão de crédito são "positivos", mostrando que as autoridades "estão atentas".

O presidente do Santander Totta afirma que os novos limites, recomendados pelo Banco de Portugal no caso de alguns dos critérios usados na avaliação de solvabilidade dos clientes, são “positivos”. Para António Vieira Monteiro, esta recomendação mostra que as autoridades estão a acompanhar a evolução do crédito.

“As novas regras são positivas porque mostram que as autoridades estão atentas”, refere Vieira Monteiro à margem da apresentação dos resultados banco para 2017, quando revelou um aumento dos lucros atribuído à evolução positiva das contas ao crescimento orgânico, mas também à redução dos custos.

"As novas regras são positivas porque mostram que as autoridades estão atentas.”

António Vieira Monteiro

Presidente do Santander Totta

O Banco de Portugal está preocupado com a evolução da concessão de crédito às famílias e decidiu, assim, recomendar aos bancos a imposição de limites a alguns dos critérios usados na avaliação de solvabilidade dos clientes.

Em causa estão três medidas preventivas da iniciativa do regulador a aplicar nos novos contratos de crédito. Em concreto, a criação de limites para o rácio entre o montante do financiamento face ao valor do imóvel que serve de garantia (LTV), o estabelecimento de um teto máximo para o rácio entre os encargos com créditos e o rendimento familiar, bem como uma limitação à maturidade dos empréstimos.

A recomendação do Banco de Portugal irá abranger a concessão de novos créditos à habitação, créditos com garantia hipotecária ou equivalente e créditos ao consumo que sejam celebrados a partir de julho deste ano.

“Esta medida macroprudencial é aplicável aos contratos celebrados a partir de 1 de julho de 2018 e abrange todas as instituições de crédito e sociedades financeiras, com sede ou sucursal em território nacional, autorizadas a conceder este tipo de crédito em Portugal”, especifica a entidade liderada por Carlos Costa a propósito destas novas medidas, em comunicado.

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