Ainda não foi desta. Lisboa cai pela 7.ª sessão consecutiva

Há sete sessões consecutivas que o PSI-20 regista quedas. A influência do mini crash em Wall Street e depois nas bolsas asiáticas alastrou-se aos índices europeus.

Wall Street, Ásia, Europa e Lisboa. As bolsas estão pintadas de vermelho depois de um mini-crash desta segunda-feira, incluindo o PSI-20. 12 cotadas desvalorizaram no principal índice português, destacando-se o BCP, a EDP e a Galp. Depois da pior sessão em um ano, com uma perda de 1,3 mil milhões de euros, a bolsa lisboeta continua a registar quedas. Há sete sessões consecutivas que o PSI-20 está em terreno negativo, acumulando uma queda de 1,15% em 2018.

Na segunda-feira Wall Street foi atingida por um mini-crash num momento em que os investidores estão ainda a tentar perceber se a correção nos mercados foi normal após a valorização constante dos últimos meses. Os mercados foram contagiados por uma fase negra que também atingiu os índices asiáticos e europeus — o principal índice europeu, o Stoxx 50, caiu 2,46% –, onde se inclui a bolsa lisboeta que abriu a cair 2% e chegou a desvalorizar 3%.

Os mercados europeus deverão ter a abertura mais pressionada desde o rescaldo da eleição de Donald Trump em novembro de 2016“, escreviam os analistas do BPI no início desta terça-feira. Uma previsão que se tem vindo a confirmar ao longo do dia e que marcou a sessão da praça lisboeta. “Um dia depois de Wall Street ter sofrido fortes perdas, a bolsa portuguesa comportou-se de forma semelhante às demais praças europeias, já que encerrou em baixa apesar de ter recuperado face à abertura”, confirmam os analistas do BPI no seu comentário de fecho. O PSI-20 registou uma queda de 1,46% para os 5.326,25 pontos.

As cotadas mais transacionadas na sessão desta terça-feira foram também das que mais desvalorizaram. Foi o caso do BCP, da EDP e da Galp. As ações do banco desvalorizaram 2,08% para os 29,87 cêntimos por título num dia em que o setor financeiro foi penalizado nas bolsas europeias. Os títulos das energéticas também sofreram quedas semelhantes: a Galp caiu 2,11% para os 14,61 euros por ação e a EDP desvalorizou 208% para os 2,64 euros por título, depois do Haitong cortar o preço-alvo da elétrica.

Também a Jerónimo Martins não escapou ao vermelho, apesar de ter visto o seu preço-alvo melhorado por parte da Kepler Cheuvreux, dos 14,45 para os 15 euros. As ações perderam 1,79%, para os 16,46 euros.

Das 18 cotadas, apenas seis valorizaram nesta sessão. “Mas nem todos os títulos do PSI20 fecharam em baixa”, apontam os analistas do BPI. Foi o caso dos CTT — cujas ações têm estado com bastante turbulência nos últimos meses — que subiram 1,35% para os 3,45 euros por título.

(Notícia atualizada às 17h04)

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