Maré vermelha em Lisboa. PSI-20 cai mais de 2% até mínimos de setembro depois de mini-crash global

A bolsa nacional sofre perdas acentuadas, condicionada pelo tombo de quase 4% do BCP num dia em que não há títulos que escapem às quedas.

A praça lisboeta não resiste ao mini-crash que inunda os mercados acionistas um pouco por todo o mundo. O PSI-20 abriu a perder acima de 2%, com o índice a recuar até mínimos de setembro. BCP derrapava 4% arrastando o PSI-20, num dia de perdas transversais para os principais títulos cotados em Lisboa, mas também na Europa.

O PSI-20 abriu a desvalorizar 2,89%, nível mínimo desde o fecho de 20 de setembro do ano passado, seguindo agora a perder 2,38%, para os 5.276,61 pontos. Não há cotadas do índice luso que escapem ao vermelho.

A queda da praça lisboeta segue em sintonia com as pares europeias que dão seguimento ao mini-crash de Wall Street na segunda-feira e ao da Ásia já nesta nesta terça-feira. O índice Stoxx 600 recua perto de 3%, naquele que é o pior registo desde o Brexit.

O ponto de ignição para este sell-off está nos EUA e na subida das yields da dívida soberana, depois de dados divulgados na passada sexta-feira terem mostrado um aumento dos salários dos trabalhadores norte-americanos ao ritmo mais elevado desde 2009. Números que fizeram soar os alarmes relativamente à subida da inflação e também relativamente a uma eventual aceleração do ritmo de subida dos juros na maior economia do mundo.

BCP cai quase 4% e arrasta Lisboa

Entre as cotadas nacionais, o BCP acaba por ser o principal destaque negativo, num dia em que as suas ações abriram a perder em torno de 4%, seguindo agora a desvalorizar 3,35%, para os 28,87 cêntimos.

BCP em forte queda

As energéticas também pesam no sentimento lisboeta, com destaque para a Galp Energia que vê os seus títulos perderem 1,51%, para os 14,7 euros, acompanhando também o recuo das cotações do petróleo nos mercados internacionais. Por sua vez a EDP e a EDP Renováveis, têm as suas ações a perderem 0,78% e 1,94%, respetivamente, para os 2,675 e 6,835 euros.

Também Jerónimo Martins não escapa ao vermelho, apesar de ter visto o seu preço-alvo melhorado por parte da Kepler Cheuvreux, dos 14,45 para os 15 euros. As suas ações perdem 1,4%, para os 16,525 euros nesta sessão.

Mas a maior queda cabe às ações da Novabase e da Mota-Engil. A tecnológica recua em bolsa 5,94%, para os 2,85 euros por ação, enquanto a construtora desliza 4,16%, para os 3,575 euros.

(Notícia atualizada às 8h40)

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