Após a tempestade, verde volta a Lisboa. Bolsa soma quase 2%

O avanço da bolsa lisboeta está a ser apoiado na subida de perto de 3% do BCP e de mais de 1% da EDP e da EDP Renováveis. Lisboa acompanha subida das pares europeias.

A tranquilidade regressou à bolsa nacional. Após o deslize de mais de 1% ditado pelo mini-crash e Wall Street, o índice lisboeta arrancou a valorizar perto de 2%. O PSI-20 está a ser apoiado no disparo em torno de 3% das ações do BCP, e de mais de 1% das energéticas EDP e EDP Renováveis.

A bolsa nacional interrompe assim o pior ciclo de quedas desde janeiro de 2016, depois de na terça-feira ter encerrado a sessão a cair pelo sétimo dia consecutivo. No resto da Europa, o verde também impera no arranque da sessão, com os índices a deixarem-se contagiar pelo regresso da acalmia a Wall Street. As praças norte-americanas encerraram a última sessão com ganhos de 2%.

O PSI-20 abriu a valorizar 1,72%, para os 5.418,04 pontos, com a generalidade dos títulos no verde. O BCP, a EDP e a EDP Renováveis estão a ser o principal combustível dos ganhos da bolsa nacional.

As ações do banco liderado por Nuno Amado aceleram os ganhos do arranque da sessão e já seguem a valorizar 2,94%, para os 30,11 cêntimos. De salientar que o fundo soberano norueguês Norges Bank reforçou a posição para 2,005% no capital do banco, depois de no dia 25 de janeiro ter comunicado a redução de 2,09% para 1,78%.

BCP ganha 3% e puxa pelo PSI-20

Por sua vez, a EDP e a EDP Renováveis aceleram 1,21% e 1,38%, respetivamente, para os 2,672 e 6,955 euros. No mesmo sentido segue também a Galp Energia, com as suas ações a ganharem 1,1%, para os 14,77%, acompanhando a subida das cotações do petróleo nos mercados internacionais.

O destaque dos ganhos na praça nacional cabe, no entanto, à Pharol que vê os seus títulos dispararem 8,49%, para os 23 cêntimos.

Nota negativa para três títulos. A Jerónimo Martins que após arrancar em terreno positivo inverteu, perdendo agora 0,12%, para os 16,44 euros. No mesmo sentido segue a Semapa a perder 0,23%, para os 17,48 euros por ação.

Mas os CTT são o principal destaque negativo. As suas ações recuam 3,07%, para os 3,342 euros, depois de ter sido alvo de uma revisão em baixa de preço-alvo por parte do Morgan Stanley. O banco de investimento cortou a sua avaliação das ações da empresa de correios em 15%, passando a atribuir-lhes um preço-alvo de 3,6 euros, abaixo dos anteriores 4,25 euros.

Apesar da recuperação desta recuperação, a expectativa é que os mercados europeus mantenham alguma volatilidade. “Após esta recuperação, os mercados deverão permanecer numa fase volátil, com os investidores a reorganizarem as suas carteiras e a reformularem as suas perspetivas à medida que os mercados parecem entrar num novo paradigma”, dizia o BPI no seu diário de bolsa desta quarta-feira, acrescentando que “estas fases de mercado tendem a ser particularmente voláteis, pelo que o risco e a incerteza deverão manter‐se elevados“.

(Notícia atualizada às 8h25 com mais informação e novas cotações)

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