Preço das casas para arrendar aumentou 26% em 2017 face a 2016

  • Lusa
  • 7 Fevereiro 2018

Quase 75% do ‘stock’ para arrendamento é escoado em menos de três meses.

O preço dos apartamentos para arrendar registou um aumento de 26% em 2017 face a 2016, revelou hoje o portal de imobiliário Imovirtual, indicando que a maior procura pelo arrendamento se verificou em Lisboa, Porto, Sintra, Cascais e Amadora. De acordo com os dados globais de 2017 do portal Imovirtual, além do mercado de arrendamento, “o preço dos apartamentos para venda aumentou 12% relativamente a 2016”, com a maior procura pela compra de casa a verificar-se nos concelhos de Lisboa, Porto, Sintra, Cascais e Vila Nova de Gaia.

Neste sentido, “Lisboa, Porto, Sintra e Cascais foram os concelhos que registaram uma maior procura de casa no portal, tanto para arrendar como para comprar”, segundo os dados de 2017. Relativamente aos preços, “Cascais liderou no preço médio por metro quadrado de venda e Lisboa no arrendamento”, concluiu o Imovirtual.

Em 2017, os concelhos mais caros para comprar casa foram Cascais (2.410 euros/metro quadrado), Lisboa (1.895 euros/metro quadrado), Espinho (1.850 euros/metro quadrado), Albufeira (1.747 euros/metro quadrado) e Loures (1.650 euros/metro quadrado).

“Já no preço médio por metro quadrado de apartamentos para arrendar, Lisboa ocupou o primeiro lugar (14 euros/metro quadrado), seguida de Cascais (12,90 euros/metro quadrado), Oeiras (10,40 euros/metro quadrado), Porto (9,73 euros/metro quadrado) e Loures (8,81 euros/metro quadrado)”, revelou o portal de imobiliário, referindo ainda que “o preço do arrendamento no distrito de Lisboa aumentou 28%, no distrito do Porto 10% e no distrito de Setúbal 8%, face a 2016”.

Em relação às casas de férias para arrendar, Vila Real de Santo António foi o concelho mais procurado em 2017, seguido do Porto, Loulé, Alcobaça e Tavira, informou o Imovirtual.

Segundo o barómetro da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), relativo a dezembro de 2017 e divulgado hoje, “quase 75% do ‘stock’ para arrendamento é escoado em menos de três meses”. Sobre a perceção do mercado de arrendamento urbano, no que diz respeito à procura e à oferta, “74% das imobiliárias considera que a procura aumentou, enquanto apenas 16% denotam um aumento da oferta”, avançou o barómetro da APEMIP.

“Não é de agora que se registam estes desequilíbrios entre oferta e procura no arrendamento. Desde há muito que a APEMIP tem realçado este fenómeno, que se tem vindo a acentuar, uma vez que a falta de oferta tem incitado ao aumento de preços, sobretudo nas principais cidades, onde os valores de oferta estão longe de estar ao alcance das possibilidades das famílias portuguesas”, declarou o presidente da APEMIP, Luís Lima.

Os dados do barómetro de dezembro demonstram que “cerca de 50% dos negócios concretizados situavam-se no intervalo de rendas entre os 300 euros e os 500 euros”, o que para o representante das empresas de mediação imobiliária “revelam o intervalo de preços mais procurado pelas famílias para ativos T1 e T2, tipologias que também reúnem o grosso da procura.”

“No entanto, é cada vez mais difícil encontrar casas a estes preços e grande parte dos jovens e famílias acabam por aceitar arrendar por valores que ultrapassam a sua taxa de esforço”, declarou Luís Lima, alertando que “a habitação em Portugal está a caminhar para uma situação perigosa”, em que “as famílias se deparam com o fenómeno «nem-nem»: nem conseguem comprar, nem conseguem arrendar, tais são os valores que se apresentam no mercado”.

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