Desemprego na OCDE cai abaixo dos níveis pré-crise

  • Marta Santos Silva
  • 12 Fevereiro 2018

O número de pessoas desempregadas continua acima do registado em abril de 2008. Portugal registou a sexta taxa de desemprego mais alta dos países da OCDE em dezembro, nos 7,8%.

A taxa de desemprego nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) caiu abaixo dos níveis de abril de 2008, considerando o mês anterior ao princípio da crise financeira do subprime, embora o número total de pessoas desempregadas continue mais alto do que então.

A taxa de desemprego voltou a cair uma décima em dezembro, relativamente ao mês anterior, para 5,5%, o que a deixa 0,1 pontos percentuais abaixo do nível de abril de 2008 nos países membros da organização. Na Zona Euro, em dezembro, a taxa de desemprego manteve-se estável nos 8,7%, mas caiu em Portugal, chegando aos 7,8% na taxa ajustada de sazonalidade, assim como na Irlanda, na Eslovénia e em Espanha.

Portugal registou em dezembro a sexta taxa mais alta entre os países membros para os quais existiam dados atualizados, ficando apenas abaixo de Espanha, da Letónia, de Itália, da França e da Finlândia. Fora da Zona Euro, a taxa de desemprego caiu 0,1 pontos percentuais em países como o Canadá, a Coreia do Sul e o México.

O número de pessoas desempregadas, no entanto, continua bastante acima dos níveis pré-crise: há mais 2,2 milhões de pessoas desempregadas na OCDE do que em abril de 2008. Isto porque a população ativa total tem aumentado, levando a que haja também mais pessoas empregadas do que havia então.

O desemprego jovem na OCDE recuou 0,2 pontos percentuais para 11,6%, menos um ponto percentual do que um ano antes, em dezembro de 2016.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Desemprego na OCDE cai abaixo dos níveis pré-crise

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião