Alemanha propõe transportes públicos gratuitos para combater poluição

  • Lusa
  • 14 Fevereiro 2018

Governo quer transformar transportes públicos em gratuitos para reduzir a poluição nas cidades, em resposta à ameaça de sanções da União Europeia.

O governo alemão pretende introduzir a gratuitidade nos transportes públicos para reduzir a poluição nas cidades, em resposta à ameaça de sanções da União Europeia, numa altura em que deverão também proibir automóveis a diesel em certas metrópoles.

A medida, conhecida esta terça-feira, foi comunicada a Bruxelas a 11 de fevereiro, e pretende tornar gratuito o uso dos transportes coletivos para reduzir o número de viaturas particulares em circulação, num processo que deverá ser testado em cinco cidades do país: Bona, Essen, Herrenberg, Reutlingen e Mannheim.

A carta enviada à Comissão Europeia a que a agência France Presse teve acesso, indica que o projeto – que envolve as autoridades regionais e locais – deverá ser concretizado “o mais tardar até ao final do ano”, com viagens gratuitas nos autocarros, comboios e outros transportes coletivos, além de criar novas regras sobre os limites de poluição.

Com este pacote de medidas, Berlim espera convencer Bruxelas a não aplicar sanções, como tem vindo a ameaçar fazer a nove países da União Europeia devido à falta de propostas para a redução da poluição do ar nas cidades, já que no final de janeiro ultrapassaram regularmente os limites de emissões destinadas a proteger a saúde dos cidadãos face a dois poluentes: as partículas finas (PM10) e o dióxido de azoto (NO2).

Na Alemanha, país onde o automóvel reina, o número de utilizadores de transportes públicos tem vindo a aumentar nos últimos vinte anos, e um bilhete para um transporte coletivo custa, por exemplo, 2,80 euros em Berlim, e 2,90 em Munique.

No entanto, as autoridades locais pretendem saber como o governo federal vai financiar este projeto, que pretende igualmente passar a usar mais transportes elétricos.

O presidente da câmara de Bona, Ashok Sridharan, alertou que terão de aumentar subitamente e em grande quantidade os autocarros e comboios ecológicos, e que não conhece nenhum fornecedor que possa satisfazer tal encomenda num tão curto espaço de tempo.

As tentativas pontuais de estabelecer a gratuitidade nos transportes públicos verificaram-se até agora impraticáveis, nomeadamente nos Estados Unidos, onde Seattle acabou por abandonar o projeto.

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