Fernando Negrão é candidato à liderança do grupo parlamentar do PSD com “uma forte vontade de inclusão”

As eleições da bancada parlamentar do PSD que se realizam daqui a uma semana já têm um candidato: o deputado Fernando Negrão, uma candidatura articulada com Rui Rio, o novo presidente do partido.

O ex-ministro social-democrata vai candidatar-se à liderança do grupo parlamentar do PSD, uma notícia avançada pelo Expresso esta quinta-feira. Num mail enviado aos deputados, a que o ECO teve acesso, o social-democrata diz ter uma “forte vontade de inclusão”, quer valorizar as equipas de coordenação e os seus colegas. Para Fernando Negrão “são muitos os que olham para o PSD e nele procuram uma alternativa”.

O agora candidato à liderança da bancada do PSD começa por elogiar a direção parlamentar atual, assinalando que fez “um trabalho muito válido e competente de oposição”. Fernando Negrão quer que os social-democratas estejam “coesos e determinados” para construírem “uma alternativa de futuro para o país”, deixando críticas à “falsa, contraditória e nociva maioria” que, segundo o social-democrata, “tem como prioridade quase exclusiva a manutenção do seu poder”.

São muitos os que olham para o PSD e nele procuram uma alternativa.

Fernando Negrão

Deputado do PSD

Durante uma conferência de imprensa esta quinta-feira, no Parlamento, Fernando Negrão confirmou a sua candidatura, adiantando que o deputado Adão Silva será “o primeiro vice-presidente”. “Espero ter os votos necessários para ser eleito presidente do grupo parlamentar. E quanto às questões de consenso, acho que são muito importantes mas, quem almeja um consenso de 100%, almeja um consenso que, por vezes, é falso”, disse o candidato, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

O deputado revelou que teve várias conversas com Rui Rio, que apoia a sua candidatura, e garante ter “todas as condições para exercer o cargo”. “A ideia é criar uma direção no grupo parlamentar que seja coesa e determinada no seu trabalho político”, concluiu.

Esta quarta-feira, após o debate quinzenal com António Costa, o atual líder parlamentar anunciou aos deputados que iria sair e marcar eleições para o dia 22 de fevereiro, sem se recandidatar. Hugo Soares referiu que Rui Rio manifestou “o desejo de trabalhar com outra direção parlamentar”. “Embora o grupo parlamentar do PSD seja um órgão autónomo não há presidente do grupo parlamentar contra a vontade determinada do presidente do partido“, disse o deputado social-democrata que tinha assumido o cargo em setembro.

No final de janeiro, o recém-eleito presidente do PSD disse que iria manter Hugo Soares como líder da bancada do PSD até ao congresso que se realiza este fim de semana de forma a “evitar qualquer foco de agitação, decorrente do período de transição”.

Fernando Negrão já foi ministro por duas vezes, mas ambas em Governos efémeros: primeiro foi ministro da Segurança Social, da Família e da Criança no Governo de Pedro Santana Lopes e depois foi ministro da Justiça no segundo Governo de Pedro Passos Coelho que não passou na Assembleia da República. Além disso, Negrão candidatou-se à Presidência da Assembleia da República, eleição que perdeu para o socialista Eduardo Ferro Rodrigues.

Licenciado em direito, o social-democrata é jurista e advogado. Desde 2002 que é deputado ininterruptamente. No Parlamento já foi presidente da comissão de inquérito ao BES. Atualmente é presidente da Comissão Eventual para o Reforço da Transparência em Funções Públicas e faz parte da Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h11 com as declarações de Fernando Negrão na conferência de imprensa)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fernando Negrão é candidato à liderança do grupo parlamentar do PSD com “uma forte vontade de inclusão”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião