Venezuela lança criptomoeda baseada nas reservas de petróleo

  • Juliana Nogueira Santos
  • 20 Fevereiro 2018

O país vai emitir cerca de 100 milhões de petros, o equivalente a 6 mil milhões de dólares, sendo que cada moeda ganha o valor de um barril de petróleo.

Chama-se “petro” e é uma das primeiras criptomoedas emitidas por um Estado soberano, neste caso a Venezuela. Nicolas Maduro lançou esta terça-feira a pré-venda da petro, que vai buscar o seu nome aos recursos fósseis em que se baseia: o petróleo, o gás natural, o ouro e os diamantes.

“A Petro nasceu e vai ser um sucesso completo para o bem-estar da Venezuela”, apontou Maduro. A ideia é conseguir ultrapassar as sanções impostas pelos Estados Unidos e a Europa devido aos sucessivos incumprimentos financeiros e humanitários e recuperar a independência monetária.

O país vai emitir cerca de 100 milhões de petros, o equivalente a 6 mil milhões de dólares, sendo que cada moeda ganha o valor de um barril de petróleo. Carlos Vargas, responsável estatal pelo departamento das moedas virtuais, avançou já que “haverá muitos investidores do Qatar, da Turquia e de outras partes do Médio Oriente.”

Nesta fase de pré-compra, os potenciais compradores podem inscrever-se para comprar petro assim que esta seja oficialmente lançada. Esta operação pode ser feita utilizando dólares ou outras criptomoedas, mas não a moeda local, o bolívar.

O objetivo final é utilizar a petro nas transações diárias, tanto entre cidadãos venezuelanos, como com o estrangeiro. “A nossa responsabilidade é por a petro nas melhores mãos e, depois, um mercado secundário irá aparecer”, afimou ainda Vargas, considerando que “num futuro próximo os venezuelanos vão conseguir pagar em petro na padaria.”

O baixo valor do bolívar — sendo que cada dólar compra 25 mil bolívares — e a alta inflação que se sente no país tem levado muitos a procurar as moedas virtuais como forma de pagamento. Passa agora a estar disponível uma solução nacional e controlada pelo Estado.

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