Costa: “Acrescentar PSD ao consenso não significa retirar” PCP e BE

O "modelo da solução governativa funciona bem e não há nenhuma razão para alterar a solução que existe". Mas também não há razão para não procurar acordos alargados, defende o primeiro-ministro.

A aproximação do PSD ao Governo não é razão para afastar o Bloco de Esquerda e o PCP dos consensos alcançados depois das eleições legislativas de 2015. Quem o garante é António Costa, que lembra que o objetivo de estabelecer “acordos políticos alargados” em matérias como o investimento ou a descentralização já constava do programa de Governo. “A nossa vontade de acordos políticos alargados não surgiu agora. Aquilo que registamos de novo é que passámos a ser correspondidos“, assegura.

O primeiro-ministro falava na inauguração da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que arrancou esta quarta-feira e que deverá juntar mais de 80 mil visitantes na maior feira de turismo do país. “Quanto mais largo for o consenso, melhor. Mas é preciso ser claro: acrescentar o PSD ao consenso não significa retirar quem quer que seja do consenso que tem de existir. Se há algo em que hoje não há dúvidas, é que não pode haver na sociedade política portuguesa mecanismos de exclusão. Há matérias que devem ser objeto de um consenso tão alargado quanto possível”, afirmou António Costa aos jornalistas.

"Quanto mais largo for o consenso, melhor. Mas é preciso ser claro: acrescentar o PSD ao consenso não significa retirar quem quer que seja do consenso que tem de existir.”

António Costa

Primeiro-ministro

Seja como for, sublinhou também o primeiro-ministro, o “modelo da solução governativa está encontrado, funciona bem e não há nenhuma razão para alterar a solução que existe”. Mas, no que toca a questões como a “Estratégia de Portugal 2030, os grandes programas de investimento e a descentralização”, deve ser procurado o acordo político mais amplo possível. “A única mudança é que hoje há uma disponibilidade [do PSD] que não existia anteriormente”.

Investimento vai continuar a aumentar

Quanto à sustentabilidade do crescimento da economia, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter confirmado, esta quarta-feira, que o produto interno bruto (PIB) aumentou 2,7% no ano passado, António Costa salienta que é “absolutamente essencial que prossigamos as boas políticas que têm permitido estes bons resultados”.

Desde logo, destaca, o investimento vai continuar a aumentar. “Temos boas razões para estar confiantes no aumento do investimento, porque conhecemos as intenções de investimento expressas nas candidaturas aos programas de fundos comunitários. A cada concurso, batemos novos recordes de intenções de investimento, o que traduz a confiança que os empresários têm na nossa economia”, disse.

“Temos pendentes para apreciação investimentos muito avultados. O fluxo de investimento deste ano vai continuar a aumentar, o que significa que o investimento vai continuar a dar um contributo positivo para o crescimento da nossa economia”, concluiu.

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