Ajustar pensões ao desempenho da economia? Proposta de Rio pode ter “consequências indesejáveis”

  • ECO
  • 22 Fevereiro 2018

Siza Vieira considera nova liderança do PSD um "regresso à normalidade democrática", mas tal não "quer dizer que vamos morar para casa uns dos outros”. Critica ainda proposta de Rio para pensões.

Rui Rio foi à Renascença propor o ajuste das pensões consoante o desempenho da economia portuguesa. Na sua primeira entrevista desde que chegou ao Executivo, Pedro Siza Vieira responde ao novo presidente dos laranjas, argumentando que tal adaptação poderia ter “consequências indesejáveis do ponto de vista de gestão do ciclo económico”. Ao Público (acesso condicionado), o ministro Adjunto adianta ainda que o PSD “não tem propostas para apresentar ao Governo.

“A ideia de adaptar as pensões a um comportamento da economia pode ter consequências indesejáveis do ponto de vista de gestão do ciclo económico”, explica o governante. Siza Vieira lembra também que o Governo já fez questão de defender que não é adequado que qualquer solução passe pela redução das pensões em pagamento, “como chegou a ser equacionado pelo Governo anterior”. Aliás, sublinha o ministro, reduzir esses apoios num momento de crise pode, na verdade, “agravar a própria crise”.

"Não se deve deixar ninguém de fora. Isso não quer dizer que vamos morar para casa uns dos outros.”

Pedro Siza Vieira

Ministro Adjunto

Apesar de criticar a proposta de Rui Rio, Siza Vieira considera a chegada do portuense à liderança do partido social-democrata como “uma espécie de regresso à normalidade democrática” e enfatiza que há agora “disponibilidade do maior partido da oposição para participar nos grandes debates que interessam à organização do Estado”.

Ainda assim, o ministro Adjunto de António Costa nota que a relação cordial com o PSD não é sinónimo nem de um fortalecimento do elo entre os partidos nem da deterioração da ligação do PS com a esquerda. “Não se deve deixar ninguém de fora. Isso não quer dizer que vamos morar para casa uns dos outros“, esclarece Siza Vieira. “Julgo que aqui estamos a retomar uma tradição saudável, as medidas com horizonte para além de uma legislatura devem ser discutidas num espaço mais alargado possível”, avança.

O governante realça, por fim, que o Executivo está agora a aguardar as medidas que o PSD possa vir a apresentar em áreas como a Segurança Social e a Justiça.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ajustar pensões ao desempenho da economia? Proposta de Rio pode ter “consequências indesejáveis”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião