Trump admite recuar nas taxas do aço e alumínio se alcançar acordo com México e Canadá

  • Lusa
  • 5 Março 2018

Na semana passada os EUA anunciaram que vão impor uma taxa alfandegária de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio para proteger a indústria nacional, mas Trump admite recuar.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu esta segunda-feira retirar a proposta sobre tributação das importações de aço e alumínio se for alcançado um acordo comercial justo com o México e o Canadá.

“Temos grandes défices comerciais com o México e o Canadá. O Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (TLCAN), que está sob negociação agora mesmo, tem sido um mau acordo para os Estados Unidos. Enormes deslocalizações de empresas e trabalhos”, escreveu o líder norte-americano numa mensagem no Twiter. Trump, que ameaçou no final da semana passada impor elevadas taxas alfandegárias, acrescentou que “as tarifas sobre o aço e alumínio só serão retiradas se for assinado um novo e justo TLCAN“, um acordo que está em vigor desde 1994.

O presidente norte-americana não deu mais detalhes, nomeadamente sobre a possibilidade de alargar a mais países, e quais. A mensagem de Trump coincide com o fecho da última ronda de negociações sobre o TLCAN que tem lugar esta segunda-feira na Cidade do México, com a presença dos principais negociadores dos três países.

Na semana passada os Estados Unidos anunciaram que vão impor uma taxa alfandegária de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio para proteger a indústria nacional, numa iniciativa que mereceu a crítica da generalidade da comunidade internacional, preocupada com a possibilidade de respostas semelhantes por parte de outros países.

Já esta segunda-feira, o Governo alemão reafirmou que as políticas de “isolamento” e de “protecionismo” dos EUA são “o caminho errado” e insistiu que uma guerra comercial não beneficia ninguém. “Não queremos uma escalada na situação e muito menos uma guerra comercial” que não beneficia a Alemanha, a Europa e os Estados Unidos”, vincou o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, reiterando que a redução dos obstáculos comerciais “não se alcança mediante ameaças”.

Nas declarações, o porta-voz de Angela Merkel salientou que a chanceler “sempre defendeu uma redução dos obstáculos comerciais, concretamente através de um acordo comercial transatlântico”.

Também esta segunda-feira o Presidente da França, Emmanuel Macron, disse que se as medidas protecionistas [dos EUA] foram confirmadas, “é importante que a União Europeia reaja rapidamente e de maneira proporcional”. Durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro do Quebeque, Macron acrescentou que “é claro que as medidas seriam uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio; a União Europeia teria então o direito, e seria esse o desejo da França, de meter uma ação na OMC e tomar as contramedidas apropriadas” relativamente aos norte-americanos.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trump admite recuar nas taxas do aço e alumínio se alcançar acordo com México e Canadá

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião