Desmotivação nas empresas? Estratégia confusa é o problema, dizem os CEO

  • Ana Batalha Oliveira
  • 12 Março 2018

Duzentos gestores apontam as práticas das empresas que consideram responsáveis pela desmotivação dos trabalhadores. A estratégia é só a primeira das preocupações.

Duzentos gestores nacionais confessaram os maiores desafios que enfrentam na gestão das suas equipas e na comunicação. O estudo, realizado pela consultora QSP, nota que “a falta de clareza estratégica” é o principal motivo para a desmotivação entre os colaboradores, aos olhos dos CEO.

A falta de clareza estratégica é o primeiro dos fatores de desmotivação apontado pelos gestores, mas há mais: logo a seguir surgem a falta de objetivos e uma política salarial desajustada, a indefinição de funções e finalmente a sobrecarga de trabalho.

Enquanto os gestores identificam as inquietações dos seus colaboradores, têm dúvidas que seja fácil fazer a mesma análise no sentido inverso. “Ainda que os gestores portugueses se considerem próximos dos colaboradores, também reconhecem que as suas equipas não entendem as dificuldades que o cargo de liderança encerra“, assinala Sandra Marques, Head of Research da QSP, em comunicado.

Email: benção ou maldição?

O email é o meio de comunicação preferido dos diretores e administradores — 98% dizem utilizá-lo para falar com os colaboradores. Muitas outras plataformas eletrónicas se seguem — messaging, SMS, intranet e redes sociais são outras opções. Contudo, nada substitui a presença na hora de comunicar decisões importantes: nestes casos, o cara-a-cara é escolhido pela maioria dos inquiridos.

Infografia da autoria de Ana Raquel MoreiraInfografia/Ana Raquel Moreira

Apesar da popularidade do email entre os gestores, um terço dos inquiridos revela que este tipo de comunicação pode ocupar metade do dia de trabalho. Quase um quinto diz que o email consome entre 50% a 70% do horário laboral. Apesar da carga elevada, quase metade dos gestores consideram o número de emails que recebem “adequado”, contra os 57% que classificam a quantidade de mensagens de correio eletrónico “exagerada”.

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