Juros dos cartões de crédito vão cair para novo mínimo. Taxas limitadas a 15,9% no próximo trimestre

O teto máximo para as taxas de juro que os bancos podem exigir nos cartões de crédito estão limitados a 15,9%. Novo limite entra em vigor no próximo trimestre.

A taxa de juro que os bancos podem cobrar nos cartões de crédito sofreu um novo corte, com esta a fixar-se abaixo dos 16%. O novo teto foi fixado pelo Banco de Portugal nos 15,9%, taxa de juro que se aplica no segundo trimestre deste ano, e que é a mais baixa em termos históricos.

A instituição liderada por Carlos Costa baixou a taxa de juro máxima que os bancos podem aplicar nestes cartões durante o segundo trimestre deste ano para 15,9% (TAEG), abaixo dos 16,4% em vigor no trimestre atual. Esta é a taxa de juro mais baixa desde que, em 2010, o Banco de Portugal começou a estabelecer tetos para a taxa de juro máxima a cobrar pelos bancos na concessão de crédito aos consumidores.

A diminuição do custo de financiamento através do “dinheiro de plástico” segue os mínimos históricos das taxas de juro de referência e a maior disponibilidade dos bancos para dar crédito. Efeito que se aplica também na maioria das restantes finalidades de crédito ao consumo.

Na ultrapassagem do crédito, a evolução é semelhante, com o teto da taxa a fixar-se também nos 15,9% no próximo trimestre. Este valor compara com os 16,4% que se verificam no atual trimestre.

No caso da taxa de juro máxima do crédito pessoal sem finalidade específica — onde encaixam habitualmente empréstimos para férias ou compra de eletrodomésticos, por exemplo — esta baixa dos atuais 13,6%, para 13,4%. Ou seja, para um novo mínimo de 2010, período em que as taxas de juro do crédito ao consumo começaram a ter tetos.

No crédito para a compra de carro, verifica-se também um corte no limite aos juros que se aplicam nos contratos de locação financeira ou ALD. Neste segmento, caso se tratem de carros novos, a taxa desce dos atuais 5,2%, para 5% no próximo trimestre. Nos usados cai dos 6,3% para 6,1%. Já se se tratarem de créditos automóvel com reserva de propriedade a taxa de juro máxima baixa nos usados e mantém-se nos novos. No primeiro caso recua dos 12,3% para os 12,2%, enquanto no segundo mantém-se nos 9,7%.

A taxa limite nos créditos pessoais para fazer face a despesas de educação, saúde, energias renováveis ou locação financeira de equipamentos também se irá manter ao nível atual: 5,6%.

(Notícia atualizada às 15h15 com mais informação)

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