Novo programa Erasmus+ une virtualmente estudantes da UE e do sul do mediterrâneo

A Comissão Europeia criou o programa Erasmus+ Virtual Exchange para promover o contacto e debate entre estudantes de países da UE e da zona sul do Mediterrâneo.

O programa de intercâmbio de universitários Erasmus+ vai saltar para uma plataforma virtual, de modo a ligar estudantes dos países europeus com outros de países da região sul do mediterrâneo. Neste novo conceito serão promovidos debates virtuais e moderados entre os jovens, com temas sobre a evolução económica ou as alterações climáticas, por exemplo. O objetivo passa por conectar virtualmente pelo menos 25.000 jovens.

O projeto foi anunciado esta quinta-feira no site da Comissão Europeia, que decidiu avançar com a ideia para tentar estabelecer trocas culturais entre mais estudantes. Considerado um dos programas mais emblemáticos e bem-sucedidos da União Europeia, vai tentar unir os 33 países dos Estados-membros a países da zona sul do Mediterrâneo — Argélia, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Palestina, Síria e Tunísia. No futuro, não está descartada a hipótese de serem integrados mais países.

Na prática, durante os próximos dois anos, os estudantes inseridos poderão frequentar cursos online e participar, pelo menos uma vez por semana, em discussões e debates moderados onde serão debatidos temas como o crescimento económico ou alterações climáticas. Durante esta fase preparatória, o Erasmus+ Virtual Exchange já suscitou o interesse de várias organizações e universidades, contando com 50 parcerias e 40 colaboradores para os debates.

Embora seja um programa muito bem-sucedido, o Erasmus+ nem sempre é acessível a todos. Através do Erasmus+ Virtual Exchange iremos facilitar mais contactos interpessoais, atingir jovens de diferentes meios sociais e promover a compreensão intercultural. Esta ferramenta em linha permitirá ligar mais jovens da UE aos seus pares de outros países e irá construir pontes e ajudar a desenvolver competências como a literacia mediática, o pensamento crítico, as línguas estrangeiras e o trabalho em equipa”, diz Tibor Navracsics, comissário responsável pela Educação, Cultura, Juventude e Desporto.

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