REN classifica CESE de “completamente desproporcional”, mas vai continuar a pagar

Durante a apresentação dos resultados da empresa, Rodrigo Costa falou sobre o processo que decorre contra o pagamento da CESE. Para o presidente, essa taxa é "completamente desproporcional".

Para o presidente executivo da REN, a contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) imposta pelo Estado é “completamente desproporcional”. Na sequência do processo judicial que interpôs contra a Autoridade Tributária e Aduaneira para contestar essa taxa, Rodrigo Costa adiantou que o impacto da mesma na empresa é “muitíssimo grande”, no entanto, assegura que vai continuar a pagá-la.

Durante a apresentação dos resultados da energética, que fechou o ano passado com lucros de 125,9 milhões de euros, Rodrigo Costa falou sobre o processo judicial que interpôs contra a Autoridade Tributária e Aduaneira para contestar a contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE), referindo que esse valor é “completamente desproporcional”. Em termos de dividendos, que se vão manter nos 17,1 cêntimos, a empresa não quis comentar se poderão, ou não, vir a ser afetados pela CESE. No entanto, adiou para maio a divulgação de mais detalhes sobre esse assunto.

Questionado se vai adotar a mesma postura da Galp e da EDP, que optaram por deixar de pagar essa contribuição, o presidente mostrou-se relutante: “Continuamos com a nossa política que definimos desde o primeiro dia, cada empresa faz as suas contas e toma as suas decisões. Não estamos a pensar mudar de estratégia, somos pessoas autónomas e a nossa decisão mantém-se“. Rodrigo Costa explicou que “o impacto” que esse imposto tem tido na empresa é “muitíssimo grande”, revelando que tem esperanças que os tribunais decidam a seu favor.

Portgás é uma empresa com “potencial de crescimento”

O presidente da energética falou ainda sobre a aquisição da Naturgas realizada em 2017 à EDP, referindo que é uma empresa com “potencial de crescimento, uma taxa de penetração em matérias de infraestruturas de gás natural que ainda pode crescer”. “Tudo aquilo que encontramos está de acordo com a nossa expectativa. Pensamos que é uma oportunidade de crescimento, é uma empresa que funciona bem e que tem bastante autonomia“, disse.

João Conceição, administrador da REN, esclareceu ainda que: “Apesar de não estarmos a transportar gás, são mundos um pouco diferentes. Não há, em termos de eficiência de custos, tantas sinergias de operação. A nossa expectativa é, para além do crescimento, coisas boas que a REN pode fazer ligeiramente melhor, com algumas práticas de operação da Portgás, e vice-versa“.

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