Lisboa ultrapassa Paris e Londres na qualidade de vida

  • Ana Batalha Oliveira
  • 20 Março 2018

Paris, Londres, mas também Milão e Barcelona, ficam todas atrás de Lisboa ao nível da qualidade de vida na viragem de 2017 para 2018. Já a cidade campeã é austríaca, e nenhuma a destrona.

Lisboa está entre as 50 cidades com melhor qualidade de vida a nível mundial. Entre mais de duzentas, a capital portuguesa ficou em 38.º lugar no ranking da Mercer — à frente de referências europeias como Paris, Londres, Milão e Barcelona. A campeã na qualidade de vida também é do Velho Continente. É capital austríaca, Viena, que já o é há nove anos.

Desde o ano passado, Lisboa subiu cinco lugares que bastaram para ultrapassar Paris, Londres, Milão e Barcelona, que estão em 39.º, 41.º, 42.º e 43.º, respetivamente. Já Madrid e Nova Iorque continuaram abaixo do desempenho da capital portuguesa, ficando-se pelos 49.º e 45.º lugares. “Esta variação foi motivada pela melhoria na classificação da categoria associada ao crime na cidade que melhorou face ao ano anterior“, explica a consultora.


Viena, a capital austríaca, mantém-se inabalável no primeiro lugar do ranking, que venceu nos últimos nove anos. Segundo a consultora, a capital austríaca oferece um “elevado nível de segurança, transportes públicos bem estruturados, bem como uma grande variedade de instalações culturais e de entretenimento“. Logo a seguir vem a suíça Zurique, e no terceiro lugar há um empate: Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, sobe à última posição do pódio de mãos dadas com a alemã Munique.

O Velho Continente inunda assim os lugares cimeiros, e não para pelos primeiros três: das dez cidades com melhor qualidade de vida, oito são europeias — sendo que dois destes lugares são disputados com cidades da Oceânia. O continente asiático aparece apenas no 25.º lugar do ranking, representado por Singapura, e é necessário descer ao 77.º lugar para encontrar a primeira cidade da América Latina, Montevideu, a capital do Uruguai.

 

Já na lista das dez piores cidades para se viver, não há referência à Europa. A maioria destas localidades são africanas, só uma da América do Norte e as restantes asiáticas. Os maus resultados do continente africano são motivados pela “instabilidade política persistente, a pobreza, o clima e a falta de investimentos adequados em infraestruturas”, aponta a consultora. Bagdade, no Iraque, foi considerada a pior opção na hora de escolher o local para viver.

Contudo, “as cidades das economias emergentes, apesar da instabilidade económica e política, estão a conseguir aproximar-se das cidades com melhores classificações, através do elevado investimento em infraestruturas, espaços de entretenimento e habitação”, ressalva a Mercer.

Atenção à localização, empresas

O sucesso de um processo de mobilidade internacional depende muito do bem-estar pessoal e profissional do expatriado, assim como da sua família,” alerta Tiago Borges, Responsável pela área de Rewards da Mercer Portugal. De acordo com a consultora, os millennials em particular “depositam grandes expectativas nas oportunidades de estilo de vida, lazer e entretenimento”. Uma vez requisitados para o estrangeiro, é importante que as empresas compensem “adequadamente os seus colaboradores por possíveis reduções nos padrões de vida habituais”.

Esta é cada vez mais uma preocupação, quando ” atrair e reter pessoas é um dos principais desafios para as empresas nos próximos cinco anos”, assinala ainda a Mercer. “Isto é tanto mais verdade se pensarmos que estamos a assistir a um fenómeno em que a força de trabalho é cada vez mais díspar, móvel, fortemente exposta ao digital e com necessidades e aspirações muito diferentes no que se refere à carreira, estilo de vida e, finalmente, onde e como quer trabalhar”.

“É fundamental que as empresas considerem estes fatores na sua proposta de valor, quer para os seus colaboradores locais, como para os expatriados”, explica o responsável. Quando o próximo passo é a abertura de escritórios no estrangeiro, o importante será “fazer uma avaliação a curto, médio e longo prazo das infraestruturas da cidade”.

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