Marcelo: relatório dos incêndios é “muito claro e evidente”

O Presidente da República elogiou o relatório entregue esta terça-feira sobre os incêndios de outubro, adiantando que serão tomadas medidas caso o Governo considere necessário.

Marcelo Rebelo de Sousa não poupou elogios ao relatório da Comissão Técnica Independente, entregue esta terça-feira no Parlamento, sobre os incêndios que afetaram as zonas norte e centro do país em outubro. O Presidente da República ressalvou o tempo curto em que este foi elaborado e a sua clareza.

O que lá está é muito claro e muito evidente. Verifico que, em alguns aspetos, vai mais longe do que foi o primeiro relatório”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente fez saber ainda que está disponível para dar todo o seu apoio “se se entender que há aspetos a rever e a retocar em função das novas recomendações”. No entanto, relembra que quem deve ponderar esse tipo de decisões são “os órgãos políticos competentes para isso”, como é o caso da Assembleia de República e do Governo.

Agora quero é olhar para o futuro e, olhando para o futuro, tirar efeito útil deste relatório, que tem muito mérito. Até porque foi elaborado num tempo muito curto, cobrindo uma área muito ampla e debruçando-se em profundidade sobre alguns pontos. Quem ler o relatório verifica que tem muito mérito”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente adiantou ainda que “há recomendações que devem ser ponderadas e, numa parte, estas vão além daquilo que resultava do primeiro relatório”. E relembrou: “Todos sabemos que há uma parte das recomendações que implica restruturações, que aliás, o Governo já começou a fazer avançar, e por isso é que há um grupo de trabalho a estudar a matéria”.

Esta matéria hoje é uma prioridade para todos os portugueses, e não era há cinco nem há dez anos. A floresta é uma prioridade, a situação do chamado interior é uma prioridade, a correção das desigualdades no continente português é uma correção mais forte. Todos estão a fazer um esforço nesse sentido, o governo está a fazer, os partidos estão a fazer“, afirmou.

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