Cristas acusa Governo de “grande incompetência” nos incêndios de outubro

A líder do CDS apontou negligência ao Governo nos incêndios de outubro, referindo o facto de ainda não estar concluído o concurso dos meios aéreos.

Assunção Cristas acusou o Governo de negligência e de “grande incompetência” nos incêndios que afetaram as zonas centro e norte do país, um dia depois deter sido entregue no Parlamento o relatório da Comissão Técnica Independente. A líder do CDS sublinhou também o facto de ainda não estar concluído o concurso dos meios aéreos, exigindo “prontidão” na prevenção desses fenómenos.

Durante uma ação de limpeza de terrenos em Vale de Cambra esta quarta-feira, Assunção Cristas remeteu ao Governo a culpa dos incêndios que afetaram o país em outubro. “O Governo foi, de facto, de uma grande incompetência. Pior, porque já tinha a experiência trágica de junho, não ouviu, não preparou, não tratou nada, ignorou os avisos meteorológicos e ainda foi capaz de negar apoios suplementares que tinham sido pedidos pela Autoridade Nacional de Proteção Civil”, disse.

A líder do CDS-PP referiu ainda o facto de não estar concluído o concurso dos meios aéreos, recordando que, naquela altura, “durante duas horas, não houve nenhum meio aéreo a combater aquele incêndio que foi deixado ao deus dará”. “A verdade é que aqui também aconteceu isso, falta de meios de prontidão no terreno e, neste momento, estamos quase em abril e ainda não está concluído o concurso“, afirmou.

No dia em que se celebra o Dia Mundial da Árvore, a deputada relembra que “todas estas ações podem dar uma ajuda mas, em fenómenos meteorológicos extremos e infelizmente é aquilo que pode acontecer com mais frequência no futuro do nosso país, pouco disto pode valer. É preciso que haja um trabalho muito forte ao nível da preparação do combate porque, se os fogos forem atacados logo no início, certamente que não se propagam“.

Um dia depois de ter sido entregue no Parlamento o relatório da Comissão Técnica Independente, Cristas refere que “infelizmente, o relatório vem dar razão ao CDS”, na medida em que o partido apresentou uma moção de censura ao Governo, depois de “ter percebido que este não tinha preparado, não tinha encontrado os meios nem os tinha pré-posicionado e, portanto, tinha muitas culpas no cartório”.

“O que exigimos é que seja tudo preparado com prontidão. Pior, dos pedidos que foram feitos pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, o Governo não lhes deu despacho e não os autorizou na sua larga maioria, isto é muito grave”, frisou.

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