Banca quer passar mil milhões de euros para plataforma do malparado

  • ECO
  • 23 Março 2018

O objetivo era que, no final do primeiro trimestre, já houvesse resultados na reestruturação de créditos em incumprimento. Mas só agora é que a plataforma vai começar a gerir estes créditos.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o BCP e o Novo Banco, os três bancos que assinaram o memorando para aderir à plataforma de gestão do crédito malparado, já concluíram a lista de processos que querem passar para esta plataforma. O total do crédito malparado que passará a ser gerido em conjunto ascende a mil milhões de euros.

A notícia foi avançada, esta sexta-feira, pelo Jornal Económico (acesso pago), que cita uma fonte ligada ao processo. Segundo o mesmo jornal, os mil milhões de euros estão distribuídos “quase equitativamente” pelos três bancos que aderiram à plataforma.

A lista surge cerca de um mês depois de os bancos terem começado a contactar os clientes para que os seus créditos em incumprimentos passem a ser geridos em conjunto pela plataforma de gestão do malparado. Como avançou então o Jornal de Negócios, são os funcionários de cada um dos bancos que fazem este trabalho, uma vez que não pode ser a plataforma a assumir as conversações, por questões de sigilo.

Nessa altura, a plataforma também já estava em funcionamento, nas instalações que foram cedidas pela CGD.

O memorando de adesão à Plataforma de Gestão de Créditos Bancários foi assinado em setembro do ano passado pela CGD, BCP e Novo Banco. O objetivo é solucionar os créditos em incumprimento que estes três bancos têm em carteira e encolher para um terço o tempo médio de reestruturação destes créditos, reduzindo-o para seis meses.

Os trabalhos da plataforma estão, contudo, atrasados. Em setembro, as expectativas eram de que, no final do primeiro trimestre deste ano (que chega na próxima semana), já começassem a ver-se resultados, mas só agora, com a conclusão da listas de créditos que serão geridos pela plataforma, é que irão iniciar-se os trabalhos.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banca quer passar mil milhões de euros para plataforma do malparado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião