Estado reduz fatura com financiamento. Dívida custou 2%

  • Tiago Varzim
  • 23 Março 2018

No primeiro trimestre de 2018, o custo da dívida emitida pelo Estado foi de apenas 2%. No total do ano, o IGCP prevê que o custo de todo o endividamento público baixe para os 2,8%.

O Estado conseguiu financiar-se a apenas 2% entre janeiro e março. Esta é a taxa mais baixa, pelo menos, desde 2010 e reflete os juros mais baixos de sempre conseguidos nos leilões do arranque do ano. Este número do primeiro trimestre fica abaixo da meta do IGCP para o total do ano de 2,8%.

Desde que a S&P e a Fitch tiraram a dívida portuguesa do lixo que as condições no mercado de dívida têm sido favoráveis a Portugal. O IGCP, a agência que gere a dívida pública, tem aproveitado essa oportunidade para substituir dívida mais cara por mais barata. Este trimestre a entidade liderada por Cristina Casalinho realizou vários leilões onde conseguiu arrecadar as taxas mais baixas de sempre.

A melhoria do rating e a continuidade do programa de compras do Banco Central Europeu (BCE) permitiu que a República Portuguesa se financiasse a uma taxa de 2% nos primeiros três meses do ano. É isso que mostra o gráfico de custo da dívida do boletim mensal do IGCP de março que evidencia uma tendência descendente:

O custo de todo o endividamento público deverá baixar para 2,8% este ano, caindo pelo quarto ano consecutivo, segundo as previsões que constavam da apresentação anual da agência liderada por Cristina Casalinho aos investidores internacionais.

2017 já tinha sido um ano em que o custo médio da dívida pública caiu para o valor mais baixo da década. Foi nos últimos três meses do ano que o custo diminuiu significativamente. Esta evolução aconteceu ao mesmo tempo que o Governo acelerou o processo de pagamentos antecipados ao Fundo Monetário Internacional em 2017.

Atualmente apenas a Moody’s mantém a dívida da República fora do grau de investimento. A agência de rating deverá voltar a pronunciar-se sobre a notação financeira de Portugal a 20 de abril. No mesmo dia também está previsto que a DBRS se pronuncie.

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