Trump arrasa bolsas com guerra comercial com a China. Lisboa acompanha Europa e cai mais de 1%

O Presidente norte-americano anunciou taxas sobre os produtos importados da China e o medo da guerra comercial alastrou-se nos mercados acionistas.

Maré vermelha nas bolsas europeias no arranque da última sessão da semana. Na ressaca do anúncio feito por Donald Trump na quinta-feira, de que os Estados Unidos vão impor taxas sobre produtos importados da China que poderão chegar aos 60 mil milhões de dólares, os mercados prolongam as quedas já registadas na última sessão. Esta manhã, Lisboa também não escapa às quedas que registam as principais praças europeias.

À hora de abertura, o PSI-20 recuava 1,15%, para 5.314,10 pontos, com apenas uma cotada inalterada e as restantes em queda. Às 11:00, a tendência mantinha-se, com a bolsa lisboeta a cair ainda a um ritmo de 1,25%.

O BCP é quem pesa mais sobre o principal índice acionista nacional. O banco liderado por Nuno Amado caía 2,35% para os 27 cêntimos por ação na hora da abertura. Também os CTT e a Mota-Engil apresentam quedas acentuadas, ao recuarem 1,6% e 1,3%, respetivamente. Poucas horas mais tarde, era a Jerónimo Martins que mais caía, chegando a perdas de 2,22%.

No setor energético, apesar da negociação em alta do petróleo nos mercados internacionais, o cenário é o mesmo. A Galp segue a perder 0,6%, para os 15,23 euros por ação, enquanto a EDP e a EDP Renováveis desvalorizam 0,2% e 0,7%, respetivamente.

No resto da Europa, todas as principais praças europeias abriram a cair. Depois de, na quinta-feira, terem registado quedas superiores a 1%, as praças de Londres, Frankfurt e Paris voltaram a abrir esta sessão em baixa. O Stoxx 600 recua perto de 1%.

A pairar sobre os mercados estão os receios em torno de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Depois de avanços e recuos, Donald Trump fez saber que os Estados Unidos vão mesmo impor taxas sobre os produtos chineses importados, e não só sobre aço e alumínio, como inicialmente se falava.

E a China já respondeu. Esta sexta-feira, o Ministério do Comércio chinês divulgou uma lista de bens importados dos Estados Unidos que passarão a estar sujeitos a taxas, desde fruta a porco, passando também por alumínio e aço, escreve o MarketWatch.

Notícia atualizada às 11:14.

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