Ativistas na gestão põem EDP Renováveis perto do preço da OPV

A EDP Renováveis está brilhar em bolsa. As ações disparam com os investidores de olho na entrada de um grupo de fundos de investimento na administração. Um desses fundos lutou contra a OPA da EDP.

A EDP Renováveis está cada vez mais perto dos 8,00 euros a que foi colocada em bolsa. A subsidiária da EDP para as energias renováveis está a disparar com os investidores atentos à potencial entrada de um conjunto de fundos de investimento na administração. Entre eles está o MSF, que foi contra o preço oferecido por António Mexia na OPA.

As ações da empresa liderada por Manso Neto estão a ganhar 3,97% para os 7,985 euros, tendo chegado a cotar nos 7,99 euros, ficando assim a um escasso cêntimo de chegar ao patamar dos 8,00 euros, valor a que os títulos foram vendidos na oferta pública inicial (IPO, na sigla inglesa) realizada em 2008, ou seja, há dez anos. Tendo em conta esta subida, o ganho acumulado este ano vai já em 10%.

EDP Renováveis brilha em bolsa

A Axxion, Moneta Asset Management e Masachusetts Financial Services Company (MFS) anunciaram que querem passar a estar representados no conselho de administração da EDP Renováveis. “As entidades mencionadas manifestam ser gestores de fundos titulares de 52.381.868 ações, representando 6,0039% do capital social da EDP Renováveis”, daí o pedido para que passem a ter uma palavra a dizer na gestão.

“O referido conjunto de acionistas tem a intenção de exercer o direito à nomeação proporcional de um membro do Conselho de Administração da EDP Renováveis na próxima assembleia geral (AG) ordinária convocada para o próximo dia 3 de abril de 2018, ou em outras subsequentes, caso na referida Assembleia por qualquer motivo não se proceda à nomeação da representação proporcional”, nota o mesmo comunicado.

Tendo em conta que o mandato da atual administração só termina a 19 de abril, só numa AG posterior, a ser agendada na da EDP, a entrada dos fundos na gestão poderá acontecer. E é perante a expectativa de que isso aconteça que as ações estão a disparar. É que entre os fundos está o MSF, conhecido pela sua oposição à avaliação feita por Mexia na OPA.

A MFS estimava que, ponderando os ativos da empresa, as ações da EDP Renováveis deveriam ser negociadas em bolsa a mais do dobro dos 6,75 euros por ação oferecidos pela EDP — desde o fim da OPA, as ações sobem 17,5%. E que considerando apenas os fluxos de caixa, a EDP Renováveis valia pelo menos 35% mais do que a contrapartida que a EDP oferecia na OPA em que a elétrica liderada por António Mexia acabou por comprar apenas 5%.

Mexia não conseguiu ter um nível de sucesso na OPA que lhe permitisse retirar a empresa de bolsa, mas a intenção mantém-se. A pretensão da EDP foi admitida pelo seu diretor financeiro, Nuno Alves, numa entrevista concedida à Bloomberg. “Tornou-se um negócio tão importante que queremos ter a maioria, se não mesmo 100%, dessas empresas”, afirmou. “É um negócio tão importante no universo das utilities que as empresas querem-no todo”.

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