Sindicato mantém greve nos comboios esta segunda-feira

  • Lusa
  • 1 Abril 2018

Segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, Governo e administração da a administração da Infraestruturas de Portugal (IP) “fugiram” a um acordo para evitar greve.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) disse que o Governo e a administração da Infraestruturas de Portugal (IP) “fugiram” a um acordo e mantém a greve agendada para segunda-feira.

“Decorreu, [no sábado], no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, uma reunião com os representantes do Governo, da IP e sindicatos, finda a qual o Governo e a administração fugiram à possibilidade de se ter encontrado uma solução que evitasse a greve da próxima segunda-feira”, disse, em comunicado, a federação afeta à CGTP.

Conforme indica a Fectrans, após várias propostas e contrapropostas de aumentos, ficou acordada uma valorização salarial de “20 euros durante 11 meses e 25 euros no último mês, sendo este valor a integrar a tabela salarial em janeiro próximo, mas pago durante 14 meses”.

"Decorreu, [no sábado], no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, uma reunião com os representantes do Governo, da IP e sindicatos, finda a qual o Governo e a administração fugiram à possibilidade de se ter encontrado uma solução que evitasse a greve da próxima segunda-feira.”

Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações

Comunicado

Porém, “ao passar ao papel a discussão que estava efetuada, fomos confrontados com uma proposta de redação pouco clara, nomeadamente, não se assumia sem sombra de dúvidas o valor de 25 euros a transitar para a tabela, não se assegurava a garantia de aplicação do futuro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aos trabalhadores com vínculos à função pública, por fim, para compensar os trabalhadores da diferença, propuseram que estes passassem a ter mais uma dispensa, mas com perda e renumeração, o que neste ponto se tornou inaceitável”, garantiu a Fectrans.

Desta forma, a estrutura sindical garante que se mantém a greve agendada para o dia 2 de abril (segunda-feira), à qual acresce um protesto junto à sede da IP no Pragal, em Almada.

“O Governo e a administração estão a montar um serviço antigreve, mas iludir a opinião pública quanto à elevada adesão dos trabalhadores. Neste momento, além da luta pelo aumento salarial para todos, esta luta também tem que ser pela defesa da dignidade dos trabalhadores da IP, que estão a ser maltratados pelo Governo e pela administração”, concluiu.

Na quinta-feira, a CP – Comboios de Portugal admitiu “fortes perturbações” na circulação ferroviária na próxima segunda-feira, devido à greve dos trabalhadores da IP, para a qual não foram assegurados serviços mínimos e não serão disponibilizados transportes alternativos.

“Por motivo de greve convocada por diversas organizações sindicais da IP (gestor da infraestrutura ferroviária), a CP informa que se preveem supressões em todos os serviços no dia 02 de abril”, afirma a empresa num comunicado.

A CP afirma que “não serão disponibilizados transportes alternativos” e recorda que não foram definidos serviços mínimos pelo tribunal arbitral. Já no sábado, a Fertagus disse que a greve da IP deverá perturbar fortemente a circulação de comboios.

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