Voos da Ryanair estão a partir vazios de Portugal para ir buscar tripulantes a outras bases

A companhia aérea admite que recorre a tripulação de outras bases europeias para operar os voos. O sindicato dos tripulantes de cabine acusa a lowcost de violar o direito à greve.

Vários voos da Ryanair estão a partir de Portugal vazios, com o objetivo de ir buscar tripulação e passageiros a outras bases da companhia aérea irlandesa. A denúncia é feita pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que cumpre, esta quarta-feira, o último dia da greve convocada para obrigar a low cost a aplicar a legislação nacional aos trabalhadores baseados em Portugal.

Até este momento, segundo os dados fornecidos ao ECO pelo SNPVAC, a Ryanair deveria ter operado 19 voos a partir de Portugal. Contudo, acusa o sindicato, a companhia continua a violar o direito à greve. Destes voos, três partiram de Faro e outros três do Porto sem tripulação e sem passageiros. “Estes voos saíram sem tripulação para ir buscar passageiros a outros aeroportos e regressar. Irão fazer esse regresso com tripulações de outras bases europeias, para trazer os passageiros para as bases portuguesas“, explica César Alves, dirigente do SNPVAC.

Quanto aos resultados desta greve, o sindicalistas admite que ainda não houve qualquer resposta da Ryanair às reivindicações dos tripulantes de cabine. “Vamos tentar até à última circunstância contactar com a empresa. Não se vislumbra nada para além deste cenário: após esta greve, vamos contactar a empresa para tentar novamente reunir e conversar”, diz, questionado sobre possíveis novas greves.

Questionada pelo ECO sobre o impacto da greve sobre a operação, a Ryanair remete para o comunicado que enviou às redações esta manhã. “A grande maioria dos nossos tripulantes de cabine em Portugal está a trabalhar dentro da normalidade esta manhã. Um pequeno número dos primeiros voos do dia foram cancelados ou sofreram ligeiras perturbações. Estes clientes já estão a ser recolocados em outros voos”, refere o comunicado.

A companhia acrescenta ainda que espera operar o seu “horário completo, se necessário, com recurso a aeronaves e tripulação de outras bases fora de Portugal”.

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