Autoridade para as Condições de Trabalho investiga irregularidades na greve na Ryanair

  • Lusa
  • 1 Abril 2018

A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) avançou com uma ação inspetiva para averiguar irregularidades relacionadas com o direito à greve dos tripulantes da Ryanair, informou hoje a entidade.

A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) avançou com uma ação inspetiva para averiguar irregularidades relacionadas com o direito à greve dos tripulantes da Ryanair, informou a entidade este domingo.

“A ACT tomou conhecimento de alegadas irregularidades relacionadas com o direito à greve dos tripulantes de cabine da companhia aérea Ryanair e desencadeou uma ação inspetiva, no decurso da qual serão adotados os procedimentos adequados”, disse fonte da ACT, contactada pela agência Lusa.

A entidade assegura ainda que se encontra a acompanhar “atentamente” a situação, de modo a “assegurar os direitos dos trabalhadores”.

A Ryanair admitiu ter recorrido a voluntários e a tripulação estrangeira durante a greve dos tripulantes portugueses, de acordo com um memorando enviado aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso.

“Agradecemos a todos os que trabalharam na última quinta-feira, o vosso apoio é muito apreciado. Durante a greve portuguesa, muitas das nossas tripulações chamadas ao dever, juntamente com alguns voluntários extra e rotações vindas de bases não portuguesas, [fizeram] com que provocássemos apenas pequenas perturbações nos nossos voos e aos clientes”, lê-se no documento.

"A ACT tomou conhecimento de alegadas irregularidades relacionadas com o direito à greve dos tripulantes de cabine da companhia aérea Ryanair e desencadeou uma ação inspetiva, no decurso da qual serão adotados os procedimentos adequados.”

Autoridade para as Condições do Trabalho

Já hoje a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) havia dito que “gostaria muito de ver” quem tem responsabilidades em Portugal a “tomar uma posição” sobre a greve dos tripulantes portugueses da Ryanair.

“Gostaria muito de ver quem tem responsabilidades neste país a tomar uma posição, não podem brincar com os portugueses, não podem pôr sempre os portugueses de chapéu na mão a pedir que venham para cá investir” e que quem invista em Portugal “faça ’tábua rasa’ do nosso ordenamento jurídico e da nossa legislação”, disse à Lusa a presidente do SNPVAC, Luciana Passo.

Segundo o SNPVAC, durante a manhã de hoje, dos oito voos previstos no aeroporto Porto, cinco foram cancelados. Em Lisboa, dos cinco (um era voo doméstico, com destino ao Porto), dois foram cancelados. Relativamente a Faro, dos sete voos programados, saíram três.

Este é o segundo de três dias de paralisação não consecutiva dos tripulantes da Ryanair, que termina na próxima quarta-feira.

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