Trump ameaça China com mais tarifas. Wall Street sob pressão

  • Rita Atalaia
  • 6 Abril 2018

Os receios em torno da guerra comercial entre os EUA e a China aumentaram. Isto depois de Trump ter dito que quer impor novas tarifas na ordem dos 100 mil milhões. Wall Street está em queda.

Os receios em torno da guerra comercial entre os EUA e a China voltaram a intensificar-se, o que está a pressionar as principais praças norte-americanas. Isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado impor mais tarifas aos produtos chineses na ordem dos 100 mil milhões de dólares.

Neste contexto, o Dow Jones recua 0,9% para 24.283,46 pontos e o S&P 500 desce 0,83% para 2.644,87 pontos. O Nasdaq segue em linha com as restantes praças, com o índice tecnológico a cair 0,71% para 7.026,22 pontos.

A Casa Branca anunciou, depois do fecho dos mercados na quinta-feira, que Trump perguntou à representação dos EUA para o comércio internacional se a imposição de mais 100 mil milhões de dólares em tarifas seria apropriada e, se assim for, que se identifiquem os produtos a serem taxados.

"Pode ser só uma tática de negociação, mas isto apenas resulta no nervosismo e extrema volatilidade a que temos assistido.”

Responsável pela estratégia de investimento e gestor de portefólios da SlateStone Wealth LLC

Este anúncio está a pressionar a Boeing, uma das companhias que pode ser mais severamente afetada por uma guerra comercial entre os EUA e a China, com a cotada a cair mais de 1%. Já a Caterpillar cedia 1,6%.

“Pode ser só uma tática de negociação, mas isto apenas resulta no nervosismo e extrema volatilidade a que temos assistido”, afirma Robert Pavlik, responsável pela estratégia de investimento e gestor de portefólios da SlateStone Wealth LLC, à Reuters.

Além das fabricantes, as gigantes tecnológicas também estão a pressionar. Facebook, Amazon e Alphabet recuam entre 0,3% e 0,9%.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trump ameaça China com mais tarifas. Wall Street sob pressão

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião