Programa de Estabilidade: Dívida pública vai ser de 102% em 2022

  • ECO
  • 8 Abril 2018

Marques Mendes revelou, no seu comentário na SIC, que Mário Centeno quer ter uma dívida pública de 102% do PIB em 2022. E antecipa que o ministro quer ser comissário europeu.

O governo vai apresentar o Programa de Estabilidade e Crescimento nos próximos dias e Luís Marques Mendes revelou, no seu comentário habitual na SIC, que o objetivo de redução da dívida pública vai ser fixado em 102% do PIB em 2022. O comentador citou a notícia do ECO relativa ao défice e ao crescimento da economia, e acrescentou o que considerou um facto curioso: A dívida pública estará na ordem dos 100% no último ano do programa, em 2022.

Problemático poderá ser, para Mendes, a gestão dos funcionários públicos e a anunciada decisão de não haver lugar a aumentos salariais no próximo ano, ano de eleições. “Se não houver um recuo, vai ser um problema” para o governo, e recordou o que se passou com o governo de Pedro Passos Coelho com o anunciado corte de 600 milhões de euros nas contas da Segurança Social. Marques Mendes criticou o anúncio de Mário Centeno na concertação social, que considerou “extemporãneo”. Agora, o governo tem um problema, antecipa o advogado e ex-líder do PSD. “Qual é o problema? Se recua, perde autoridade. Se não recua, pode ter um problema político sério no orçamento” para 2019, com a possibilidade de o PCP e o BE chumbarem o orçamento e abrirem uma crise política. Mendes reconhece que António Costa andava à procura de pretextos para uma crise, “mas esta não lhe dá jeito nenhum, é dizer ‘bye-bye’ à maioria absoluta”. O governo, acrescenta, vai ter muita dificuldade em explicar porque não aumenta os funcionários públicos.

Marques Mendes refere que não percebe a estratégia do Governo e de Centeno a abrir esta discussão, mas sinaliza o que quer o atual ministro das Finanças. Centeno “corre em pista própria”. E isso, diz, passa por um cargo na Europa. Mário Centeno quer ser comissário europeu e vice-presidente da Comissão Europeia”, afirma. O comentador afirma que o ministro das Finanças é “o abono de família” deste governo, mas também é “um problema”. É um abono de de família porque fez do PS um partido com capacidade de ter contas em ordem, na lógica da “cigarra e da formiga”, mas é também um problema, por causa do seu mau feito. “Tem maus fígados”.

(atualizado às 21h20)

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