490 milhões de euros de pagamentos em atraso resolvidos, garante Centeno

O ministro das Finanças revelou esta quarta-feira que 490 milhões de euros dos pagamentos em atraso já estão resolvidos.

Mário Centeno garantiu esta quarta-feira que já foram utilizados 490 milhões de euros do montante de 500 milhões de euros do reforço de capital nos hospitais realizado no final de 2017 para reduzir o fardo de pagamentos em atraso que se acumularam no setor público. Numa audição no Parlamento sobre o tema, o ministro das Finanças garantiu que o tema está a ser levado com “seriedade”.

Dos 500 milhões de euros já foram utilizados 98% [490] na primeira semana de abril“, revelou Mário Centeno, em resposta às acusações do PSD e do CDS, os partidos que chamaram o ministro das Finanças ao Parlamento. O ministro das Finanças afirmou que “a verdadeira reversão deste Governo foi a reversão dos cortes na saúde“. Centeno avançou ainda que, dos 1.400 milhões de euros anunciados para o setor, 900 milhões de euros já estão no capital dos hospitais.

Na nota sobre a execução orçamental de fevereiro, o Ministério das Finanças avançava em março que “antecipa-se uma forte redução deste valor [de pagamentos em atraso] já que até ao dia 23 foram pagos mais de 323 milhões de euros, financiados pelo reforço de capital nos Hospitais E.P.E. realizado no final de 2017″. Na primeira semana de abril, segundo as informações reveladas agora por Centeno, esse montante subiu para 490 milhões de euros.

Anteriormente, o ministro da Saúde tinha prometido que no primeiro trimestre vai ser atingido “o valor mais baixo de sempre de pagamentos em atraso no Serviço Nacional de Saúde”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

490 milhões de euros de pagamentos em atraso resolvidos, garante Centeno

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião